sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Quando a esmola é demais, o santo desconfia"

3 Eu Capitulo, Tu Capitulas...
Certamente existem muitas outras frases da sabedoria popular que ilustram essa sensação que nós, os pessimistas realistas temos quando algo é BOM DEMAIS PARA SER VERDADE. Eis a historinha que compartilharei com vocês, queridos leitores.

Como vocês puderam acompanhar aqui no blog mesmo, voltei pra capitaR do Paraná há alguns meses. Comentei rapidamente sobre a dificuldade que é achar uma faxineira por essas bandas, já que a anterior provavelmente está passando férias em Fernando de Noronha. Após ligações para amigos, conhecidos, frases emessênicas e TUDO que considerei plausível, consegui uma diarista. Ela veio em um sábado de manhã e levou O DIA INTEIRO pra limpar metade da casa. Quem conhece, sabe que é uma casa grande sim, mas não exatamente DIFÍCIL de limpar. E eu sei disso porque durante mais de um ano fiz às vezes de Dona Maria, sozinha. Ok, levava uma semana pra limpar tudo, mas limpava.

Voltando. Digamos que uma frase de um dos roomaties define bem a situação acima: "eu, COM A BARRIGA, limparia mais rápido". Tchau 60 reais + o busão para continuar com a parte mais usada da casa (os quartos, estávamos todos numa fase bolha) suja, bagunçada, etc. Ok. Retornei a minha SAGA e consegui outra diarista. Essa veio, deu conta, caprichosa e essas coisas que mulher repara messsmo! PORÉM, começou a faltar demais. E A NÃO LIGAR PARA DAR UMA SATISFAÇÃO. Por favor, se eu estiver sendo uma patroinha muito malvada, digam: não é o certo, quando se falta no emprego, ligar pra avisar o chefe que não vai porque, SEI LÁ, está com uma virose? Enfim, essa não fazia isso. E EU, precisava ligar pra saber o que tinha acontecido e se ela estaria lá no outro dia para repor...

Durou pouco mais de um mês. A justificativa foi que, por problemas pessoais, precisaria parar de trabalhar. E aí vem a parte que fará a conexão com o início do texto: indicou a cunhada, apelidada carinhosamente de Corleone (Politicamente corretos e afins, se procuram coisas fofas e harmoniosas, estão no Blog errado, grata): a voz da bichinha é IGUAL ao do Godfather, imortalizado por ninguém menos que o saudoso Marlon Brando. JURO.

Mas o que me deixa cabreira, com aquele mesmo sentimento que tenho quando algum "relacionamento" é normal demais, certo demais, seguro demais é o fato dela:

#1 => Dar conta de QUASE TUDO muito bem e em MENOS TEMPO que a cunhada, que já era rápida.
#2 => SE OFERECER para fazer serviço a mais, como por exemplo, lavar nossa roupa (coisa que nós mesmos fazemos, já que LAVAR NOSSA ROUPA é o mesmo que COLOCAR NA MÁQUINA, por aqui).
#3 => Como havia muita roupa pra passar, ela não conseguiu fazer isso hoje. E propôs vir na segunda-feira, SEM COBRAR NADA, para não precisarmos esperar até a outra sexta e ela adiantar o serviço.

Nesse momento peço licença para fazer um paralelo com meus (HAHAHA) relacionamentos amorosos. É mais ou menos assim: se o cara for filho da puta comigo, me tratar com indiferença, sentir ciúmes, sei lá, do Wagner Moura, enfim, me fazer comer o pão que o diabo amassou eu vou achar suuuper normal. Agora, se me tratou bem, é atencioso, troca chuveiro, cozinha (ou, ao menos, lava a louça) e etc, só consigo ter um pensamento obsessivo:

OK, QUANDO É QUE VAI DAR A MERDA?


E é exatamente o que estou pensando agora, com relação a minha faxineira, prezada audiência. Sad, but true.

Quem ama bloqueia?

2 Eu Capitulo, Tu Capitulas...
Já virou clichê afirmar que a internet e todas as maravilhosas ferramentas que chegaram com ela mudaram completamente os relacionamentos, sejam eles entre "bons amigos" ou "algo mais". Mas, desde que li isso aqui, passei a pensar em como o tal "Bloquear Contato" no Msn virou uma espécie de recado que o bloqueador quer mandar ao bloqueado. Porque, obviamente, já existe também um jeito de descobrir que fulano, ciclano & beltrano o excluíram de sua roda virtual (?) de amiguinhos.

Isso me remete a sétima série, no meu saudoso, querido e muitas vezes já citado Colégio Ideal. Não que eu sejE suficientemente bem resolvida para NUUUNCA fazer isso. Ô. Em certas fases se eu parar e olhar pra minha listinha de contatos, tem mais gente bloqueada que o contrário. Mas acredito que esse recurso é algo que uso com quem quero evitar qualquer tipo de conversa, *mimimi* ou só porque a pessoa é xarope mesmo. Em alguns casos ela é a própria TOSSE, enfim...

O que me deixa curiosa é o fato de alguém que, muitas vezes, se diz bem resolvido e vítima de psicopatas fazer isso sem aparente razão e, meses depois, talvez esperando alguma forma de contato do bloqueado ou só que a "raiva" passe, acorde um belo dia e fale: vou desbloquear essa pessoa. Queria entender de que maneira se dá o instante mágico, o plim!, o insight...

Em suma, BLOQUEAR CONTATO is the new black nas relações sociais. Em alguns casos pode ser traduzido da seguinte forma: é você estar tão puto, mas TÃO PUTO com alguém que não quer nem falar isso pra pessoa e, MUITO MENOS, dar chance pra ela se defender. Ou seja, evitar a DR, até que um belo dia, vocês voltem a se falar como se nada tivesse acontecido e, sei lá, viagem juntos pra algum lugar, cada qual com sua razão.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

E teeerrr na mennnteee dentro dos nooossos coraçõõões!

2 Eu Capitulo, Tu Capitulas...
Eu ia escrever um post cheio de rancor, mágoa, ódio & todos esses sentimentos "fofos". Tudo por conta de uma atitude besta que, noto, alguns homens tem em relação a mim quando falo de Futebol. Por ser um território majoritariamente macho, sinto que certos espécimes do sexo masculino não admitem mulheres dissertarem sobre o assunto e as ignoram, sem mesuras.

Então, num papo com um amigo que não pensa assim, começamos a falar sobre a ORIGEM desse meu amor pelo esporte bretão. E lembrei do meu pai. Às vezes ele me levava em seus sábados boleiros pra brincar com as outras meninas que também acompanhavam seus pais. Às vezes ele assistia futebol aos domingos. Mas não tentava me explicar o que era linha burra, escanteio, tiro de meta. Acho que essa minha relação de amor com o esporte surgiu naturalmente. Junto com meu fanatismo pelo Corinthians? Talvez. Se meu pai influenciou, mesmo que sutilmente? É muito provável.

A verdade é que sou muito meu pai em diversos aspectos. E tenho dívidas que jamais serão pagas com ele. Afinal, SÓ ELE pra aguentar meus surtos psicóticos às 2h da manhã, porque, CLARO QUE TINHA LADRÃO DENTRO DE CASA! Detalhe: estávamos há 500km de distância. Ou só ele pra se despencar do trabalho para um clube longe da cidade, só pra fazer fogo na churrasqueira porque um bando de pentelhos de 11 anos resolveram comer churrasco (só não sabiam como fazê-lo). E eu poderia continuar essa lista ad infinitum, por que né? Ele é o vovô-papai!

Tem uma foto que minha mãe costuma chamar de tempo das vacas magras. Estamos, eu e meu pai: ele sentado na escada e eu em pé, com 1 aninho, talvez menos. Pernas de saracura (ambos, aliás) como sempre. Eu, de fraldão. Ele,
devidamente trajado com o que hoje os modernetes chamariam de camisa VINTAGE do Botafogo (graças a Deus NISSO ele não conseguiu me influenciar!). E ele me segurava pelos braços, pra que eu parasse em pé. Afinal, foi sempre assim, né pai?

*A foto eu juro que postarei num update. Mas, pra isso, preciso ir pra Cascavel e encontrá-la!*