Dentre as muitas coisas que meu pai me ensinou, uma delas é: "respeite as pessoas". Especialmente aquelas que trabalham e estão lá, com toda boa vontade do mundo, fazendo sua parte. Ok, às vezes nem com tanta boa vontade assim, mas que estão ali porque precisam, porque querem, porque preferem isso à sensação de inutilidade de ficar em casa assistindo Bingo - Esperto pra Cachorro na Sessão da Tarde...
Não sei se já falei de forma explícita por aqui, mas eu sou secretária. Sim, sou formada em jornalismo, já trabalhei com isso, mas ando meio receosa com minha profissão. Valeu STF! Então, lido com gente todos os dias. Por telefone, e-mail, pessoalmente. A maioria, very good people. Alguns, nem tanto. Ainda criarei coragem e farei o meu awards para a clientela de lá. Tenho vários apelidos ótimos para alguns deles.
En-fim. Ontem foi o dia do clientinho-mimadinho-mala. Talvez ele pensasse que eu sou uma secretária-coitadinha-ignorante, que não saberia lidar com grosserias, pediria arrego pro chefe e choraria no banheiro. Tá. Pensei em fazer isso. Mas respondi com educação, porém firmeza. O engraçado é que, na hora de falar com o boss, ele amansou. Comigo quis dar chiliquinho por causa de R$ 6,46. Sim. Seis-Reais-e-Quarenta-e-Seis-Centavos. Embora a responsabilidade não fosse minha, a vontade era falar: "Olha, tá aqui. Sete reais. Não, não quero o troco. Compre algo bonito para você". Eu e minhas ótimas respostas na ponta da minha língua imaginária.
Isso me fez lembrar de algo que ouvi há algum tempo: você conhece o verdadeiro caráter de uma pessoa ao ver como ela trata o garçom que a atende.
Hoje acordei nostálgica. Parei pra pensar que daqui uns dias fará um ano que fui pra Rio e Sampa ver Madonna. Em um ano como 2008 (que foi bem mais merda que o normal, porém acho que na-da irá superar 2009. Mas isso é mimimi assunto pra oooutra postagem), aquela semaninha entrou para o hall de ponto alto da minha vida [/Beleza Americana].
En-fim. Uma coisa leva a outra e ME DEI CONTA de que o Natal tá aí. Nem acendi minha vela de finados, mas o Shopping Müller faz questão de GRITAR com suas luzinhas na fachada que o TEMIDO 24/25 de dezembro é logo ali. E que preciso começar a pensar no que farei esse ano, quais são minhas OPÇÕES REAI$ e etc. Ou seja, passar da nostalgia à neurose em 3 segundos? Trabalhamos.
Como bipolaridade pouca é bobagem, lembrei imediatamente das incríveis aventuras praiÊras de outrora. É - no mínimo - engraçado: pessoas que antes faziam pirâmides com cerveja numa sacada ou furavam máscara do Mr. M (não pergunte) para que o cigarro passasse na boca hoje estão casadas e com filhO (calma que ainda é singular). Ou só com a segunda opção (oi?). Essas mesmas criaturas sabiam T O D A S as coreografias de Axé Music do carnaval de 2002. Onda-Onda, Olha a Onda - CLAP CLAP! Kleber BamBam teria orgulho, ein?
E, pra finalizar, nada supera o esmero na coreô de um clássico latino que, se não me engano, era parte da trilha sonora de Meu Bem, Meu Mal - Internacional:
Mar ibiza loco mia Sol ibiza loco mia Marcha ibiza loco mia Crazy ibiza loco mia
Já virou clichê afirmar que a internet e todas as maravilhosas ferramentas que chegaram com ela mudaram completamente os relacionamentos, sejam eles entre "bons amigos" ou "algo mais". Mas, desde que li isso aqui, passei a pensar em como o tal "Bloquear Contato" no Msn virou uma espécie de recado que o bloqueador quer mandar ao bloqueado. Porque, obviamente, já existe também um jeito de descobrir que fulano, ciclano & beltrano o excluíram de sua roda virtual (?) de amiguinhos.
Isso me remete a sétima série, no meu saudoso, querido e muitas vezes já citado Colégio Ideal. Não que eu sejE suficientemente bem resolvida para NUUUNCA fazer isso. Ô. Em certas fases se eu parar e olhar pra minha listinha de contatos, tem mais gente bloqueada que o contrário. Mas acredito que esse recurso é algo que uso com quem quero evitar qualquer tipo de conversa, *mimimi* ou só porque a pessoa é xarope mesmo. Em alguns casos ela é a própria TOSSE, enfim...
O que me deixa curiosa é o fato de alguém que, muitas vezes, se diz bem resolvido e vítima de psicopatas fazer isso sem aparente razão e, meses depois, talvez esperando alguma forma de contato do bloqueado ou só que a "raiva" passe, acorde um belo dia e fale: vou desbloquear essa pessoa. Queria entender de que maneira se dá o instante mágico, o plim!, o insight...
Em suma, BLOQUEAR CONTATO is the new black nas relações sociais. Em alguns casos pode ser traduzido da seguinte forma: é você estar tão puto, mas TÃO PUTO com alguém que não quer nem falar isso pra pessoa e, MUITO MENOS, dar chance pra ela se defender. Ou seja, evitar a DR, até que um belo dia, vocês voltem a se falar como se nada tivesse acontecido e, sei lá, viagem juntos pra algum lugar, cada qual com sua razão.
Sonhos de Uma Noite de Verão por Som e Fúria. Foto do site oficial.
Há uma semana estreou na Globo a minissérie Som e Fúria. Baseada em um seriado canadense e dirigida por Fernando Meirelles, é das melhores coisas que passa na tv aberta hoje em dia. Claro, a audiência é baixa. Mas não vou ficar de mimimi, debatendo sozinha sobre a falta de cultura do brasileiro, porque ninguém dá valor a produções de qualidade e que o povão merece mesmo é o esculacho do Toma-lá Dá-cá (são tantos hífens...).
Resumidamente, a obra conta os bastidores da Companhia do Teatro Municipal de São Paulo e das trocentas montagens shakespearianas que eles fizeram. E como as obras do dramaturgo inglês podem enlouquecer quem as encena. Eu não sou uma perita em seus textos centenários, nem paciência para assisti-lo nas mãos de Kenneth Branagh eu tive. Mas, se ATÉ Felipe Camargo ficou bom, acho que vale a "espiadinha". Além disso, o cenário é Sampa e eu fico me divertindo tentando adivinhar que-lugar-é-esse-que-tá-mostrando-agora. O que acaba por ser mais melancólico, lógico.
Na chamada que o plim-plim preparou, falam que dá pra encontrar Luxúria e Loucura na minissérie. Particularmente, vi muito mais a segunda característica. E isso não é ruim: torna tudo mais divertido e próximo da realidade. Em alguns momentos, até, reflexivo.
Entre um delírio e outro, flashbacks de um surto, situações mal-resolvidas, acredito que passamos a nos identificar um pouquinho com cada personagem. Dante (Felipe), o diretor idealista, maluco e talentoso. Ellen, (Andréa Beltrão) a atriz de meia-idade que vê o tempo passar e acredita que pode enganá-lo se beber da fonte de outros jovens. E Oliveira (Pedro Paulo Rangel), aquele que foi criativo e agora é apenas uma bee fantasmagórica. No sentido literal.
No fim das contas, o que fica é a trágica frase retirada de MacBeth e citada por alguns no decorrer da trama:"A vida é só uma sombra: um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, todo som e fúria, sem querer dizer nada". E, fora dos textos de Shakespeare, será possível levar a vida tanto como mau (às vezes, PÉSSIMO) ator, quanto como idiota?
Certeza que se googlear procurar direitinho, acharemos um nome para meu sentimento atual. Com direito a alcunha de cidade européia e tudo mais. Afinal, a Psicologia tá aí pra isso (também). A palavra-chavão que resumiria tudo é: DESLOCADA. É isso. Não me sinto em casa em lugar nenhum. Em Itapoá, nunca me senti, na verdade. Em Curitiba, a cidade que ADORO e pra onde Sanepar e Copel mandam as contas em meu nome, também estou assim. E em Cascavel? Por incrível que pareça, não sei dizer. Quando estive por lá, há dois meses, foram dias ótimos. Fiquei perto de pessoas maravilhosas, pude descansar um pouco, ir ao médico e meus planos começaaaram a tomar forma.
Claro que estava tudo caminhando certinho demais. Calmaria é prenúncio de tempestade. E foi o que aconteceu. Cá estou, sem ter uma idéia muito clara de qual será REALMENTE meu próximo passo. Ok, estou doente, camuflo isso diariamente, cada pontada no meu abdômen é um aviso de que está na hora de aquietar o fofete, mas isso acaba me dando mais gás pra continuar. Ou eu, especialista em protelar o que realmente importa (assim como esconder), adio o inevitável.
O que me causa estranheza, é entrar na casa curitibana e sentir tudo fora do lugar (com exceção da maravilhosa coleção de imãs de minha geladeira). É a incapacidade de permanecer mais que o tempo necessário, de dormir sozinha, de amar a vista do meu quarto e a privacidade que tenho pra ouvir música no último volume, gritar, gargalhar e afins, já que não tenho vizinhos.
Há mil anos, quando resolvemos o tema do famoso TCC, optamos por um produto "feminino". Éramos em 5 mulheres, muita TPM e egos inflados juntos. Claro que a briga final foi homérica, pra fechar o curso com chave de ouro (e me dar mais noção do que é o mercado de trabalho da profissão que escolhi). Mas isso foi superado por todas e hoje penteamos os cabelos umas das outras, quando nos encontramos.
A questão é que, pra fazer o tal trabalho (pê pê pê-ôôô! mizifio!) lemos MUITA coisa sobre o feminismo. A ESSÊNCIA dele. Os movimentos sufragistas, Simone de Beauvoir (na foto mostrando a retaguarda, se não me engano, para as lentes do maridón, Jean-Paul Sartre), Betty Friedan e tantos outros que nem me lembro. Além disso, analisamos o programa Saia Justa da GNT, em sua primeira formação, com Mônica Waldvogel, Marisa Orth, Rita Lee e Fernanda Young (disso, só ficou a primeira). Lembro muito bem que um dos nossos professores disse: "Cuidado para não ficarem com AQUELE ranso feminista". Na hora, não entendi muito bem. Mas já pude sentir isso, meses depois.
É óbvio que tive influências FORTÍSSIMAS do tal Movimento Feminista. Tenho verdadeiros espasmos quando ouço comentários machistas, sejam eles provenientes de seres do sexo feminino (afinal, até eu sou machista em alguns aspectos) ou masculino. Mas, me vejo mais como alvo disso do que como usuária. Sou mãe solteira e coleciono barbaridades. Ouvi de pessoas muito próximas, coisas verdadeiramente cruéis sobre a maneira como engravidei. Achei que isso fosse doer menos com o tempo, que eu fosse me acostumar... Mas continuo sentindo como a nossa sociedade, tão mente aberta e cheia de informações, continua retrógrada em diversos aspectos. Mesmo quando isso parte de pessoas que, em tese, deveriam te entender e não te queimar em praça pública.
Não, não falarei de extraterrestres e Mel Gibson (e da menininha do Pequena Miss Sunshine, que na época tava só começando). Nem de como algumas coisas acontecem em mi bida pra mostrar que não é pra fazer tal coisa, senão vou me foder.
Enfim. ReCAPITUlando: semana passada, karaokê paulista, eu cantando Secret (da Deeva), no mais putabêbadastyle ever. Acho que tirei 9, não ALEMBRO. Adoooro essa música. Sempre adorei. Tanto que seria a canção que pediria pra vaca, caso ela virasse pra mim no show do Rio e falasse: BITCHHH! Quem conhece a história, sabe que eu estava perto o suficiente pra que isso ocorresse. Tudo bem, não rolou. Mas ela olhou pra mim em Human Nature e sorriu, com o violãozinho na mão, já que eu era a pessoa mais INSANA naquele momento. (Lembra que falam pra não discordar de gente louca, né? Então...)
Secret é uma música que no mundinho madonnístico sempre causou controvérsias. Porque ela não diz (e não mostra com clareza no clipe) qual é o tal Segredo. Pra falar bem a verdade, nunca me preocupei em descobrir isso. Deixemos essas discussões para Rhonda Byrne e seus livros de auto-ajuda, não é mesmo minha gente? Eis que ontem (sexta-feira) na comunidade da Strike a Pose, rolou um Quizz. Quem me conhece, sabe do meu lado competitivo e do quanto gosto disso. Algumas respostas erradas depois, ligações para bibas Brasil afora, encheção de saco em msns alheios, eis que acertei a resposta que era (HÁÁÁ!) SECRET. Meu prêmio foi o convite pra festa e uma camiseta da Vira o Disco (marca naquela vibe engraçadinha-cult).
Ou seja: entrarei DI GRÁTIS na festa que mais amo nessa cidade, ouvirei Madonna all night long, farei performance em Nobody Knows Me (Danciiinha na esteira, AÊÊÊ! \oo/) e encerrarei esse ciclo curitibano de alma lavada. Por ter vivido inúúúmeras coisas (boas e ruins) nos últimos dois anos. Por ter conhecido pessoas maravilhosas, outras nem TÃO assim. Por ter TANTA história pra contar que fazem os humanos que amo mais felizes, que esse aperto no coração não é nada, diante de tudo que ficará. "As coisas nunca foram as mesmas, desde que você entrou em minha vida..."
Ps.: Aliás, eu só acertei a resposta porque Alysson (Mr. Carey) me ajudou. Então, TODO o mérito é dele. Só não o levarei como meu DATE, porque a pessoa é FINA e está em Porto Seguro.
Ps. do Ps.: Se eu precisasse de mais algum sinal, o contador do Blog tratou de me mandar. Sessenta e Nove (FRANGO ASSADO DE LADINHO A GENTE GOSTA - desculpa, isso não para de ecoar em minha mente e eu precisa externar, UFA!) visitantes até agora.
Ps. do Ps. do Ps.: Minha saúde permite tal farra? ÓBVIO que não. E eu lá sou de seguir muito a regra? Não sou uma pessoa standard como já observaram.
Eis que ontem fui ao cinema. Munida de amiga, brigadeiro, guaraná zero e salgadinho Troféu de pimenta com limão (sim, faço piqueniques nas salas Brasil afora), a bola da vez foi a novíssima comédia romântica Ele NÃO está tão afim de você. Ou seja, programa mulherzíííssima. Pra quem anda out das estréias, resuminho: o filme é uma adaptação do livro homônimo dos roteiristas de Sex & The City Greg Behrendt e Liz Tuccilo. Conta a história de um grupo de pessoas de Baltimore, focando especialmente as mulheres, e suas aventuras/desventuras amorosas.
Li a obra há quase 2 anos. Sim, comprei nas americanas.com por apenas 16,90 e não tenho vergonha em admitir isso. Na época (que nem é tão longínqua assim) eu estava envolvida com uma pessoa que preenchia todos os quesitos do não está afim de você. Mas eu paguei pra ver, comi o pão que o cramulhão amassou e, uma úlcera e muita choradeira depois, acho que valeu a pena. Porém, quando terminei 170 páginas escritas por esses dois malucos, concluí: NUNCA, em TODA MINHA VIDA, alguém foi realmente afim de mim.
Mas eu sou brasileira né gente? NÃO desisto NUNCA. Mesmo depressiva e me sentindo o cocô do cavalo do bandido por conta do livro, fui ver a versão pr'as telonas. O elenco é o creme chantilly das comédias românticas: Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Ben Affleck, Ginnifer Goodwin (a aluninha mala de Ju Roberts em O Sorriso de Monalisa e a primeira esposa de Johnny Cash em Johnny e June), Jennifer Connelly (a tiazona frígida de Uma Mente Brilhante e Água Negra) , minha eteeerna goishtosa loirinha que nasceu pra se ferrar no mundo da ficção, Scarlett Johansson, Bradley Cooper - sósia de Henry Castelli - e o fofíssimo Justin CASO AGORA Long (que olhei a filmografria, mas não foi em nenhuma daquelas opções que já o vi em ação).
Dentre o turbilhão de clichês naturalmente presentes, o mais surpreendente foi que saí do cinema querendo encontrar (ou reconhecer) um GRANDE amor. Acreditando que sim, a tampa da minha panela está por aí e que não sou a frigideira que sempre pensei! Que as loucuras, os telefonemas madrugada adentro, viagens para outras "terras", rompantes românticos (mesmo quebrando a cara com eles) estão inclusos no pacote. E que, mesmo chorando por quem não vale o klenex que uso pra secar, isso mostra que EU me importo (parafraseando a personagem Gigi, olhando com uma tristeza contida para o telefone na foto acima).
Não sei se a mensagem de Greg Behrendt tentou passar no livro e, de certa forma, no filme, não foi captada pela minha pessoa. Só sei que, mais uma vez, tive minha fé na humanidade (e nos relacionamentos, por + bizarros que sejam) renovada. Mesmo que, nessa nova onda de blackberries, twitter, orkut, blog, torpedos, my space, facebook, MSN, skype e afins, as possibilidades de rejeição foram multiplicadas por mil, como bem analisa Mary, personagem da fofíssima Drew Barrymore.
Ps.: Todas as imagens foram retiradas do e-pipoca. Deus abençoe a internet.
Ps. do Ps.: A pergunta do título é um chiste com algo que a personagem de Scarlett fala durante o filme; dentre essas 4 opções, escolha APENAS duas para me definir. É o que ela fala. Se alguém quiser entrar na brincadeira comigo, eu vou ADORAR!
Ps. do Ps. do Ps.: Galere curitibana, fui assistir ao filme no UCI do Estação. Paguei R$ 4,50 com a carteirinnha do Clube do Assinante da Gazeta do Povo (limite de 2 ingressos/assinante). Também tive desconto no estacionamento - coisa que nenhum site divulga - além de ganhar uma paradinha lá pra comprar pipoca + refri + chocolate por 5cão. Como levei o lanchinho de casa, não foi necessário. E que Deus abençoe as maxi-bolsas também.
Então, finalmente cheguei. Após uma semi-overdose de São Paulo (12 dias, pra ser exata), estou em Curitiba. Hoje não ficarei mimimi, quero Sampa pra sempre, mimimi, lá é mais legaU... Dancinha na esteira, certo?
O oposto da ida, nosso retorno foi tranquilo. No caminho, mil idéias pra blogar. Falar sobre minha relação com algumas músicas (e seus respectivos DONOS). Ou como sou "madura" (e tenho a sorte de me relacionar com algumas gentes assim) e consigo manter elos que muitos julgam impossíveis. Ou até como algumas pessoas, independente do rumo que nossas relações e vidas tomam, SEMPRE farão parte da minha vida.
Mas nada parece bom o bastante. Não pra hoje. Cheguei em casa, cansada claro. E deparei-me com ela "vazia". As meninas mudaram (pra quem não sabe, eu tinha duas roomies) enquanto eu estava em Sampa. Sim, eu sabia. Mas não achei que fosse estranhar TANTO essa ausência. Afinal, sempre estou sozinha, como bem disse alguém dia desses.
A verdade é que, mais uma vez usando Friends como referência, vi um grande pote de vidro e mais chaves sendo depositadas ali.
Ps.: Ia fazer as devidas "correções" nos textos anteriores (acentuação, cedilha e afins), mas usarei algo poético pra justificar a preguiça; deixarei assim, para lembrar de como TUDO começou.
Ps. 2: Ontem fez uma semana que estou blogando. Então devo agradecer a TODOS que me incentivaram/incentivam. Seja com sorvete de casquinha, seja pegando senhas e colocando um contador ali pra mim.
Depois de passar uma semana, NO MINIMO, estranha, resolvi que sabado a noite seria dedicado a diversao. Afinal, Girls Just Wanna Have Fun! Apos combinar com Queroul uma visitinha a Bella Paulista (que foi reformada, esta maravilhosa, mas o atendimento deixou a desejar, fica a dica) seguimos rumo ao aniversario de um amigo de Emil (namorado fofolete de minha aBiga). O convescote aconteceria em um Karaoke. Na minha visao interiorana, ja imaginei que todos, convidados ou nao para a festa, estariam no mesmo ambiente. Bem, nao era assim. As salinhas eram devidamente separadas, isoladas acusticamente, um loosho. Ao chegar la, um banner avisava que existiam, alem das tradicionais musicas nacionais e internacionais, cancoes tailandesas, chinesas e afins. O pensamento GERAL foi: Ainda da tempo de correr! Ok, nao corremos. E tivemos uma noite REALMENTE divertida.
Se quem canta seus males espanta, eu estava la pra isso. Nao conhecia a maioria das pessoas, mas isso nao foi exatamente um problema. Logo de cara, ja comecei a confabular com Emiliano como AHAZARIAMOS ao colar no microfone. Falei que cantaria Queen com ele, se ele cantasse (adivinhe?) Madonna comigo. Como tenho uma tendencia autodestrutiva, resolvi tomar umas e o efeito diuretico da breja comecou justamente no momento que o videoke anunciou Love of My Life. Perdi preiboi.
Em seguida, veio Holiday. 'Garrei no microfone e esqueci do mundo. A vontade era de girar no palquinho, mas com esse tamanho todo, nao rolaria uma performance Blonde Ambition. Entao, mantive a linha Mother F*cker e fiquei na Drowned World Tour. Depois disso (e de algumas tulipinhas de Bohemia) a dignidade mandou BEIJOS e comecei a pirar o cabecao.
Gente. Eu cantei EVIDENCIAS.
E nessa loucura de dizer que não te quero Vou negando as aparências, disfarçando as evidências Mas para que viver fingindo Se eu não posso enganar meu coração Eu sei que te amo, chega de mentiras De negar meu desejo Eu te quero mais do que tudo, eu preciso do teu beijo Eu entrego a minha vida para você fazer o que quiser de mim Só quero ouvir você dizer que sim...
Chitaozinho e Xororo foi o divisor de aguas. Apos titio e papai de Sandy&Junior, rolei ladeira abaixo. Shania Twain (Man! I Feel Like a Woman ou, em traducao livre, PORQUE HOJE EU TO SOLTEIRA E NINGUEM VAI MISIGURAAA!). Um backing vocal em Peladjos em Santchos. Alguns berros em Fio de Cabelo. Uma coisa fofinha em Dancing Queen. E, logo em seguida, sentei no palquinho e entoei mais uma da Deeva: Secret. Foi (in)digno. Deveras. E, acabo de lembrar, fiz coreo no pagode da Cohab. Rolou ate uma parada mestre-sala e porta-bandeira...
Isso tudo pra dizer que em mim, mora uma cantora frustrada. Uma PESSIMA cantora, claro. E que se Madonna nao tivesse dispensado Niki Haris e Dona De Lory eu estaria la, linda, batendo no poposao da patroa, assim como elas fazem na versao de Holiday da Drowned World Tour. Alias, foi nessa musguinha que tirei 100, com direito a legendinha: Voce eh um Campeao!
A primeira vez que declarei meu amor, em forma de texto, a Sao Paulo foi quando ela completou 450 anos. Ainda lembro do show na Ipiranga com a Sao Joao, transmitido pelo SBT em que Caetano cantou a musica mais emblematica da cidade, na minha opiniao. Parei pra pensar e isso faz 5 anos! Parecia mais... Naquela epoca, acreditava que meus planos dariam certo e eu viria morar aqui, primeiramente para fazer o treino da Folha e, depois, PRA SEMPRE. Tambem acreditava ser a melhor jornalista do mundo. O que, a propria peneira do jornal tratou de mostrar que eu nao era. E, MELHOR: estava MUITO longe disso. Alias, ainda estou.
Chororos profissionais a parte, acabei me contentando com Curitiba. Afinal, a intencao era fugir da minha terrinha natal, de qualquer jeito... E escapar daquilo que me amedrontava sempre foi (e ainda eh) uma das minhas especialidades.
Algumas reviravoltas dignas de Manoel Carlos depois, acabei colocando toda minha vontade de residir em Sampa numa caixinha. E la estava, ate bem pouco tempo. Nesse meio tempo sempre cacei chifre em cabeca de cavalo e tentei me manter ligada a capital do caos brasileiro de alguma maneira. Afinal, tenho familia aqui. E amigos. E ja usei a cidade para fins menos nobres claro, que de santa nao tenho nada.
Ao mesmo tempo que sinto algo me puxar pra ca, tambem sinto o inverso. As vezes penso que esse eh mais um dos meus casos de amor nao correspondido. Mas, como sempre, dou murro em ponta de faca e continuo insistindo, insistindo... Afinal, como toda apaixonada, agarro-me a algumas migalhas e uso isso como se fosse a padaria toda, pra justificar tanta perserveranca.
O tom melancolico deve-se ao fato de que mais uma temporada paulistana esta chegando ao fim. Junte a isso problemas de saude, questionamentos filosoficos, antropologicos, escatologicos e voce tera um vislumbre do que sou eu nesse momento. E sim, a proximidade dos trintinha tambem "ajuda".
O que acontecera no proximo episodio? Rachel ficara mesmo com Ross? Kate escolhera Jack? Ou Sawyer? Joey subira a janela de Dawson pela ultima vez e eles FINALMENTE terao a derradeira DR de suas vidas? Acredito que o fim sera bem menos emocionante que isso. Talvez, numa bucolica cidadezinha, calando-se com a boca de feijao.
Ps.: Notou que o probleminha com o teclado continua, certo? E a fotinhA eu tirei de um TCC feito por coleguinhas de profissao. Achei aqui. Nao eh a melhor imagem que tinha disponivel, mas colocar um I CORACAOZINHO (partido) SP seria abusar da minha "clichezisse" .
Foram anos torcendo o nariz ativamente contra blogs. Não tinha paciência pra ler. Quando cogitei pela primeira vez o comentário estimulante que ouvi foi o seguinte: "Não faça. Vai virar um espaço pra você choramingar sobre as brigas com sua mãe". Na época, provavelmente seria. Mas hoje as brigas com ela deixaram de ser o grande foco da minha existência.
De qualquer maneira, era PARADOXALMENTE INEXORÁVEL que uma jornalista, que sempre gostou de escrever e tirava boas notas em Redação nas aulas da Professora Graça e Ana Maria, fugisse como o diabo da cruz da blogosfera. Em meados de 2007, pensei pela segunda vez na possibilidade de começar o tal diário virtual. Uma amiga veio com essa teoria: "Antes de começar a escrever, você precisa ler outros, acompanhar e tudo mais". Meu deus, será que não posso simplesmente escrever, sem precisar seguir regras (sejam elas ortográficas ou não)?
Porque, como a maioria dos coleguinhas de profissão, falo muito. Especialista em nada, emito opinião até sobre o novo rótulo do Pinho Sol. Ou sobre a volta de Ronaldo aos campos, no meu AMADO Coringão. Top 5? Presente, presente! Claro que sou clichê e amo cinema, música, livros... Sexo acaba por ser um assunto recorrente, especialmente quando vale a pena citá-lo. E sempre da ibope, né Bial? Talvez até minha mãe apareça por aqui, afinal, ela sempre tem uma pérola que rende bons comentários...
Ah, eu também poderia fazer uma lista (pequena) de agradecimentos já que algumas pessoas acabaram me incentivando a fazer o tal brogui, inclusive PROMETENDO MONTAR O LAYOUT e tudo mais. Mas eles sabem o quanto os prezo. Não sabem?
E sim, tentarei ir contra o maior de todos os meus defeitos e ouvir as críticas. O que não significa que serei passiva e deixarei de rebatê-las. Afinal, minha síndrome de Gabriela é FORTE e sempre dá o ar da graça nos momentos em que o sangue ferve!