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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Blog, pra que te quero?

Demorei, mas memezei: depois de 10 dias que o Ricardo postou sobre AS RAZÕES PARA TER UM BLOG, consegui pensar um pouco mais e aí vão as minhas (que não são nada originais):

3. Economizo com terapia

Bem que tentei não fazer disso um muro de lamentações. Mas, é mais forte que eu! Então, Sr. Fulano Sou Papai Sabe-Tudo tinha razão. E caguei, né? Reclamo, reclamo, reclamo e mesmo assim tem quem lê. E, melhor ainda, tem quem comenta! Aliás, eu sinto até um certo orgulho quando pessoas "estranhas" ou que vejo perambular nos outros blogs que sigo dão o ar da graça por aqui. E os aBiguinhos que sempre tão dando apoio também tem lugar no meu s2. Afinal, graças a eles vejo que não sou tão fora dos parâmetros de normalidade assim...


2. A blogosfera trouxe pessoas interessantes à minha vida

Que, provavelmente, não teria contato por outras vias. Isso sem falar nas gargalhadas que dou lendo alguns textos e no choro compulsivo que alguns já me provocaram... É clichezão-ão-ão falar isso, mas a diversidade de "gentes", opiniões, debates é das melhores coisas que ter um brógui me trouxe.


1. E, claro, ESCREVER, ESCREVER, ESCREVER!

Sempre brinco que devia ter feito Medicina, que posso até gostar de ESCREVER, mas gosto mais ainda de dinheiro... Então né? Se realmente colocasse meu capitalismo selvagem em primeiro plano seria uma burocrata até hoje! Não que eu não sonhe em ser editora, ganhar dinheiro e usar o diploma que tá ali, no meio da bagunça do meu guarda-roupa... Digamos que o blog é meio que um exercício pra não enferrujar, não esquecer como se faz e, principalmente, pra melhorar, SEMPRE.

Seja no pessoal ou profissional.


Todo mundo comigo: A-B-C, A-B-C, toda criança, tem que ler e escrever!
VALEU PELÉ!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mais do mesmo

Tenho um "amigo" que é praticamente um cérebro gêmeo. Acho que nossa aproximação inicial teve como principal motivo o ceticismo. Ou, como concluímos depois, um PSEUDOceticismo, já que ambos ainda sofremos por esperar dos outros aquilo que eles não podem dar. Ou não querem.

De qualquer maneira, por mais que GRITÁSSEMOS para o mundo que não tínhamos fé na humanidade, que tava tudo na merda e etc, acabávamos por nos magoar com os homo sapiens sapiens. E magoá-los também, claro, que ninguém é santo. A questão é que tenho uma tendência a esperar O MELHOR de quem convive comigo. E mesmo àqueles que conheço há quase 20 anos, ainda tem a capacidade de fazer/falar coisas que me deixam perplexa.

Quando isso acontece, fico me questionando se é pura inocência. Ou só maldade mesmo. Porque o primeiro é o que sempre achamos que fosse. Mas, depois de ouvir toda sorte de comentários, digamos, maldosos ou dispensáveis em muitos momentos, a segunda hipótese não pode ser descartada. Ainda mais quando partem de alguém que beira os 30 anos.

Sétima série never dies.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Do Bife ao Infinito*

Foi domingo à noite. Até então, meu conhecimento sobre o (já nomeado assim) Caso Geisy Arruda não passava de olhadelas para a tv enquanto picava um alho ou ralava uma abobrinha, durante o JH. Mas, nesse último dia 8 de novembro, uma fúria que daria orgulho a Betty Friedan apoderou-se da minha pessoa e devorei todas as reportagens que a globo.com disponibilizava sobre o assunto. Resumidamente, o que li, dizia: aluna que usou vestido curto e causou tumulto é expulsa de universidade (decisão já revogada, aliás).

Tentarei não entrar no mérito estético da questão. Isso eu deixo para o pessoal do Esquadrão da Moda e para os milhares de blogueiros que escrevem sobre o assunto. Mas, embora a pauta esteja um pouco desgastada e talvez minhas colocações não tragam nada novo, quero falar disso. Até porque o blog é meu e se eu não brincar, ninguém brinca.

A primeira vez que me deparei com o conceito destrinchado de UNIVERSIDADE foi há mais de 10 anos, quando ainda cursava Serviço Social na UEL. Em mais uma discussão recheada de pseudointelectualismo metido a besta, um colega chamou a atenção para o significado da palavra: é algo UNIVERSAL, que abriga a diversidade de crenças, orientações, opiniões... Especialmente no caso das públicas e grandes, como a Estadual de Londrina.

Nas imagens que vi do tal "tumulto", a impressão era que os meninos mais pareciam homens de neandertal. Será que "na balada", onde as roupas podem ser infinitamente mais chamativas e desprovidas de tecido eles comportam-se assim? Afinal, se a base do argumento é essa, começo a achar que estou certa em subir a escada rolante do shopping, me policiando por trajar um vestido, mesmo usando uma meia-fina por baixo.

Outra questão é algo que volta-e-meia penso (e até já coloquei em comentários, blogosfera afora): por que as mulheres se detestam tanto? Em diversos âmbitos, sempre nos vemos como ameaças. A convivência profissional em um ambiente majoritariamente feminino É muito mais difícil do que em um que exista, ao menos, um equilíbrio dos gêneros. E a inveja? Ahhh, essa matrona! Porque você pode ser muuuito mais bonita, classuda, loira natural, magra & alta. Mas, a partir do momento que uma outra garota atrai MAIS olhares (em especial, os masculinos), ela será alvo dos comentários mais "ácidos" (para ser bondosa na qualificação) por parte de suas coleguinhas. (Aliás, adorei o que o segurança disse).

E por último, mas não menos importante: embora discorde das feministas ferrenhas em alguns aspectos, fico pensando em como a "evolução" da nossa sociedade mudou muita coisa. Em um país que já teve Patrícia Galvão, pra citar UM exemplo nacional, como símbolo da luta pelos direitos das mulheres, hoje, quem parece nos representar é uma garota de 20 anos que, embora esteja no picadeiro como atração principal de um circo, não demonstrou ter discernimento suficiente do que isso representa. Aliás, alguém sabe me dizer se ela aceitou o convite da Playboy?

Pois é, como diria Macunaíma: "Pouca saúde, muita saúva, os males do Brasil são". Sim, com trocadilhos.

*Roubei da Marilena Chauí (professora e filósofa) que, em entrevista nos anos 90 ao perguntarem quais eram suas preocupações diárias disse: "ora eu vou do bife ao infinito".

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mau Ator ou Idiota?

Sonhos de Uma Noite de Verão por Som e Fúria. Foto do site oficial.

Há uma semana estreou na Globo a minissérie Som e Fúria. Baseada em um seriado canadense e dirigida por Fernando Meirelles, é das melhores coisas que passa na tv aberta hoje em dia. Claro, a audiência é baixa. Mas não vou ficar de mimimi, debatendo sozinha sobre a falta de cultura do brasileiro, porque ninguém dá valor a produções de qualidade e que o povão merece mesmo é o esculacho do Toma-lá Dá-cá (são tantos hífens...).

Resumidamente, a obra conta os bastidores da Companhia do Teatro Municipal de São Paulo e das trocentas montagens shakespearianas que eles fizeram. E como as obras do dramaturgo inglês podem enlouquecer quem as encena. Eu não sou uma perita em seus textos centenários, nem paciência para assisti-lo nas mãos de Kenneth Branagh eu tive. Mas, se ATÉ Felipe Camargo ficou bom, acho que vale a "espiadinha". Além disso, o cenário é Sampa e eu fico me divertindo tentando adivinhar que-lugar-é-esse-que-tá-mostrando-agora. O que acaba por ser mais melancólico, lógico.

Na chamada que o plim-plim preparou, falam que dá pra encontrar Luxúria e Loucura na minissérie. Particularmente, vi muito mais a segunda característica. E isso não é ruim: torna tudo mais divertido e próximo da realidade. Em alguns momentos, até, reflexivo.

Entre um delírio e outro, flashbacks de um surto, situações mal-resolvidas, acredito que passamos a nos identificar um pouquinho com cada personagem. Dante (Felipe), o diretor idealista, maluco e talentoso. Ellen, (Andréa Beltrão) a atriz de meia-idade que vê o tempo passar e acredita que pode enganá-lo se beber da fonte de outros jovens. E Oliveira (Pedro Paulo Rangel), aquele que foi criativo e agora é apenas uma bee fantasmagórica. No sentido literal.

No fim das contas, o que fica é a trágica frase retirada de MacBeth e citada por alguns no decorrer da trama:
"A vida é só uma sombra: um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, todo som e fúria, sem querer dizer nada". E, fora dos textos de Shakespeare, será possível levar a vida tanto como mau (às vezes, PÉSSIMO) ator, quanto como idiota?



quarta-feira, 8 de julho de 2009

Consultório Sentimenal # 987390374


"Por favor, não vá ser grossa com ele, porque eu te conheço: quando você percebe que gosta de alguém [do sexo oposto] você começa a tratar a pessoa mal!". A frase foi proferida há uns 8 anos, mas, de certa forma, ainda vale para a atual conjuntura. Tenho a impressão que essa auto defesa ficou mais elaborada com o passar do tempo então deixei de ser vista apenas como "grossa" e passaram a me achar "auto suficiente".

Não lembro se foi sempre assim, acho que deveria consultar Vinícius que, ironicamente, mora em São Paulo agora. Será que nos tempos de Colégio Ideal eu o tratava com desdém? Terapeuticamente, isso explicaria muita coisa. Mas, como ele me desprezava muito mais, então posso usar isso como justificativa para minha
falta de polidez.


A verdade é que tento repelir tudo aquilo que considero maléfico para minha sanidade física e mental. Se eu percebo que meu envolvimento com determinada pessoa pode me trazer marcas que ela não se dá conta ser capaz de deixar passo a evitá-la. Alguns podem pensar: ok, se ela não dá a devida atenção, é por que gosta, certo? Não chega a ser exatamente isso, mas, minimizando, é por aí.

Se resolve? Claro que não. Se resolvesse eu não teria gasto minha 40ª postagem pra falar do assunto.


sábado, 27 de junho de 2009

Homem no Espelho


A casa bege, de janelas marrons, não tinha muros ou portão. Os eletrodomésticos (e a grana) eram escassos e só tínhamos uma Tv. Mas, foi com a chegada dele, o fusquinha verde, que passei a ter um contato mais intenso com música. Eu devia ter uns 6 anos, talvez menos. E ali, no som do carro, ouvia RPM, Madonna, Cindy Lauper e, claro, Michael Jackson. Minha fonte eram as rádios da cidade (que eram duas ou três, no máximo) e algumas fitas do meu pai.

Para quem nasceu entre as décadas de 70 e 80 é impossível não sentir que algo se foi, no dia 25 de junho de 2009. Mesmo muito tempo depois do estouro de Thriller, tive minha adolescência embalada por hits de MJ. Foi através de um dos meus melhores amigos na época (que hoje é médico, provavelmente está casado e nem se lembra de nossas peripécias) que mergulhei no universo do Rei do Pop. Smooth Criminal foi a música escolhida para fazermos uma apresentação em um Festival de Dublagem do colégio que estudávamos. Eram competições acirradíssimas que depois ganharam status de super produções (dentro das possibilidades de adolescentes do interioR, claro) e que aconteciam ano sim/ano não. Embora não tenha mais contato com muita gente daquela época, sou capaz de apostar que todos que viveram aquela fase meio dourada, meio dark, lembraram-se do Eduardo e do Moon Walk, que ele imitava com perfeição.

Mas, foi por Man in the Mirror que me apaixonei. E, após os ensaios, sempre ouvíamos a música e até coreografia fazíamos. Hoje, depois de 15 anos, fui procurar a letra. E concluí que, no mundinho depressivo e que causava tanta repulsa em que Michael afundou-se nos últimos anos, alguém, em algum momento deveria ter ligado na faixa 7 e deixar no repeat, como fazíamos em 1994:


I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
And no message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself, and then make a change
(Na na na, na na na, na na, na nah)

I've been a victim of a selfish kind of love
It's time that I realize
That there are some with no home, not a nickel to loan
Could it be really me, pretending that they're not alone

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Prazer, Ana Paula.

Cindy, que eu sou velha e pra mim ela AINDA É a maior de todas!


Certa feita, indagada de supetão por minha terapeuta se eu pudesse escolher quaquer profissão NO MUNDO (excluindo Jornalista) qual seria, minha resposta imediata foi: MODELO. Às vezes, ainda treino um andar meio arqueado e um ar blasè pelas ruas, consciente de quem ninguém percebe.

Aí pensei que existem algumas coisas importantes (e outras nem tanto) que os "amigos mais recentes" podem não saber sobre mim. Aproveitado a vibe das listas, aí vai:


Top 5 - A dança é a linguagem oculta da alma
Fiz uns bons anos de Ballet Clássico, Sapateado e Jazz. Lógico que o tipo físico não era o preferido para estar nas primeras filas das apresentações de dança, mas eu me esforçava. E sabia bem as coreografias feitas por Tia Dejan e Tia Dóris. Chess-For-Ball-Chain - Walk-Walk (será que é assim?)


Top 4 - Clube da Luta
Agora, o lado testosterona: fiz Tae-kwon-do e Jiu-Jitsu. Do segundo, eu era a única mulher da turma na maioria das aulas. E, em ambos, não cheguei nem no primeiro exame de faixa.

Top 3 - Manequim! O Seu Sorriso é um colar de Marfim!
Aos 12 anos, meus pais desejavam que eu parasse de ter um comportamento tão masculino (o que para eles era usar camisetas e calça de moleton). E lá fui eu, rumo a um trauma na única academia cascavelense que dava cursos de modelo e manequim. Dias antes da banca, o professor de andamento e postura chamou duas mães de alunas para conversar e explicar, de forma nada sutil, que elas não passariam na tal Banca do Sindicato (que nos daria o passaporte para o maravilhoso mundo das passarelas de, hum, Braganey?) pois andavam feito patas. Uma das mães bateu o pé e a filha fez o teste mesmo assim. Passou. A outra, adivinhem? Continua ODIANDO saltos exagerados até porque a natureza lhe agraciou com 1,75m de altura.

Top 2 - Então... Eu sou + ou - filha única...
Duas irmãs. Em anos diferentes. Já conheço Mayana Zatz muito antes dela ficar famosa elo Projeto Genoma. Amiotrofia Espilhal Infantil. Uma estaria com 21, outra com 17 anos. Sem mais.

Top 1 - Obrigada Doutora!
Até meus 14 anos, para a alegria e orgulho do meu pai, eu seria Médica. Aí Anne Rice, Louis e Lestat entraram em minha vida. E as coisas nunca mais foram as mesmas.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Subir na Goiabeira




E essa é por conta do que o Art (a parte masculina de um dos casais do post anterior) me disse sobre mediocridade, homens que abandonam o barco - ou que nem sequer se dão ao trabalho de subir nele - , que se sentem ameaçados e aqueles que "inconscientemente" te sabotam, porque, no fundo, são tão inseguros quanto você. E os que são o oposto disso. Sim, eles existem.
Ps.: Quem mandou esse Gif pra mim foi a ex-coordenadora pedagógica dos meus tempos de Colégio Ideal, TIA NEILA! E ela nem sonhava como isso tava dentro do atual contexto, ein? JU-RO.