
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Debandada

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Work Work Work Girl!
Não sei se já falei de forma explícita por aqui, mas eu sou secretária. Sim, sou formada em jornalismo, já trabalhei com isso, mas ando meio receosa com minha profissão. Valeu STF! Então, lido com gente todos os dias. Por telefone, e-mail, pessoalmente. A maioria, very good people. Alguns, nem tanto. Ainda criarei coragem e farei o meu awards para a clientela de lá. Tenho vários apelidos ótimos para alguns deles.
En-fim. Ontem foi o dia do clientinho-mimadinho-mala. Talvez ele pensasse que eu sou uma secretária-coitadinha-ignorante, que não saberia lidar com grosserias, pediria arrego pro chefe
Isso me fez lembrar de algo que ouvi há algum tempo: você conhece o verdadeiro caráter de uma pessoa ao ver como ela trata o garçom que a atende.
Em que posso servi-lo, senhor?
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Kinsey
Sempre gostei muito de "debater" o assunto. Mesmo quando ainda era virgem e as tiurias de Revista Nova eram o mais próximo que chegávamos da pauta em si. O engraçado é que sempre falávamos com propriedade, como se fôssemos experts... Embora algumas de nós fossem sim, mas numa vibe mais "eu, eu mesma e SEM Irene", compreendem?
Hoje ainda trocamos ideias (ai, minha alma!), experiências e afins. Porém, se estamos entre pessoas que não conhecemos direito, a coisa é mais sutil (na maioiria das vezes). Até porque, embora ninguém acredite, eu sou BEM tímida. Logo, quando acho uma pessoa
E hoje, pensando no assunto, lembrei de uma amiga que achava certas atitudes do peguétis dela um pouco "fantasiosas" demais. Lembro que ela até usou um termo engraçadíssimo para defini-lo: Golden Pica (malz ae, sensíveis e puros de coração). Mas, mais engraçado mesmo, é que os mais, digamos, afobadinhos, cheios de si, são os que entrariam na categoria default.
Pior do que esses, são aqueles que não percebem quão desnecessário são certos comentários, observações e afins. Porque eles são bons. E sem a auto-promoção toda, seriam melhores ainda.
domingo, 8 de novembro de 2009
Too much information
En-fim. Uma coisa leva a outra e ME DEI CONTA de que o Natal tá aí. Nem acendi minha vela de finados, mas o Shopping Müller faz questão de GRITAR com suas luzinhas na fachada que o TEMIDO 24/25 de dezembro é logo ali. E que preciso começar a pensar no que farei esse ano, quais são minhas OPÇÕES REAI$ e etc. Ou seja, passar da nostalgia à neurose em 3 segundos? Trabalhamos.
Como bipolaridade pouca é bobagem, lembrei imediatamente das incríveis aventuras praiÊras de outrora. É - no mínimo - engraçado: pessoas que antes faziam pirâmides com cerveja numa sacada ou furavam máscara do Mr. M (não pergunte) para que o cigarro passasse na boca hoje estão casadas e com filhO (calma que ainda é singular). Ou só com a segunda opção (oi?). Essas mesmas criaturas sabiam T O D A S as coreografias de Axé Music do carnaval de 2002. Onda-Onda, Olha a Onda - CLAP CLAP! Kleber BamBam teria orgulho, ein?
E, pra finalizar, nada supera o esmero na coreô de um clássico latino que, se não me engano, era parte da trilha sonora de Meu Bem, Meu Mal - Internacional:
Mar ibiza loco mia
Sol ibiza loco mia
Marcha ibiza loco mia
Crazy ibiza loco mia
Ah, no lugar dos leques, usávamos nossas cangas.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Quem ama bloqueia?
Isso me remete a sétima série, no meu saudoso, querido e muitas vezes já citado Colégio Ideal. Não que eu sejE suficientemente bem resolvida para NUUUNCA fazer isso. Ô. Em certas fases se eu parar e olhar pra minha listinha de contatos, tem mais gente bloqueada que o contrário. Mas acredito que esse recurso é algo que uso com quem quero evitar qualquer tipo de conversa, *mimimi* ou só porque a pessoa é xarope mesmo. Em alguns casos ela é a própria TOSSE, enfim...
O que me deixa curiosa é o fato de alguém que, muitas vezes, se diz bem resolvido e vítima de psicopatas fazer isso sem aparente razão e, meses depois, talvez esperando alguma forma de contato do bloqueado ou só que a "raiva" passe, acorde um belo dia e fale: vou desbloquear essa pessoa. Queria entender de que maneira se dá o instante mágico, o plim!, o insight...
Em suma, BLOQUEAR CONTATO is the new black nas relações sociais. Em alguns casos pode ser traduzido da seguinte forma: é você estar tão puto, mas TÃO PUTO com alguém que não quer nem falar isso pra pessoa e, MUITO MENOS, dar chance pra ela se defender. Ou seja, evitar a DR, até que um belo dia, vocês voltem a se falar como se nada tivesse acontecido e, sei lá, viagem juntos pra algum lugar, cada qual com sua razão.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Mau Ator ou Idiota?
Resumidamente, a obra conta os bastidores da Companhia do Teatro Municipal de São Paulo e das trocentas montagens shakespearianas que eles fizeram. E como as obras do dramaturgo inglês podem enlouquecer quem as encena. Eu não sou uma perita em seus textos centenários, nem paciência para assisti-lo nas mãos de Kenneth Branagh eu tive. Mas, se ATÉ Felipe Camargo ficou bom, acho que vale a "espiadinha". Além disso, o cenário é Sampa e eu fico me divertindo tentando adivinhar que-lugar-é-esse-que-tá-mostrando-agora. O que acaba por ser mais melancólico, lógico.
Na chamada que o plim-plim preparou, falam que dá pra encontrar Luxúria e Loucura na minissérie. Particularmente, vi muito mais a segunda característica. E isso não é ruim: torna tudo mais divertido e próximo da realidade. Em alguns momentos, até, reflexivo.
Entre um delírio e outro, flashbacks de um surto, situações mal-resolvidas, acredito que passamos a nos identificar um pouquinho com cada personagem. Dante (Felipe), o diretor idealista, maluco e talentoso. Ellen, (Andréa Beltrão) a atriz de meia-idade que vê o tempo passar e acredita que pode enganá-lo se beber da fonte de outros jovens. E Oliveira (Pedro Paulo Rangel), aquele que foi criativo e agora é apenas uma bee fantasmagórica. No sentido literal.
No fim das contas, o que fica é a trágica frase retirada de MacBeth e citada por alguns no decorrer da trama: "A vida é só uma sombra: um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, todo som e fúria, sem querer dizer nada". E, fora dos textos de Shakespeare, será possível levar a vida tanto como mau (às vezes, PÉSSIMO) ator, quanto como idiota?
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Consultório Sentimenal # 987390374

Não lembro se foi sempre assim, acho que deveria consultar Vinícius que, ironicamente, mora em São Paulo agora. Será que nos tempos de Colégio Ideal eu o tratava com desdém? Terapeuticamente, isso explicaria muita coisa. Mas, como ele me desprezava muito mais, então posso usar isso como justificativa para minha falta de polidez.
A verdade é que tento repelir tudo aquilo que considero maléfico para minha sanidade física e mental. Se eu percebo que meu envolvimento com determinada pessoa pode me trazer marcas que ela não se dá conta ser capaz de deixar passo a evitá-la. Alguns podem pensar: ok, se ela não dá a devida atenção, é por que gosta, certo? Não chega a ser exatamente isso, mas, minimizando, é por aí.
Se resolve? Claro que não. Se resolvesse eu não teria gasto minha 40ª postagem pra falar do assunto.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Tolerância Zero?

Eu não sou um exemplo de delicadeza e traquejo social. Mas deixei meu lado Shrek um pouco de lado há um bom tempo. Pelejei pra aprender que pra dizer o que se pensa, expressar a opinião, "ser sincero" nem sempre é preciso comportar-se como o último modelo da New Holland. O que não significa que não tenha acessos e acabe sendo excessivamente sarcástica em algumas situações (o que confunde alguns, sei que é difícil acompanhar minha ironia :-).
A verdade é que a maneira como determinadas pessoas tendem a expressar seus pontos de vista acaba me atingindo mais que o aceitável. E isso, claro, vai depender do assunto em questão. Um exemplo: você odeia cachorros? Ok, respeito, nem todo mundo gosta. Eu não gosto de gatos, por exemplo. Mas não vou ficar gritando isso aos 4 cantos, até porque tenho amigas que adoram bichanos e respeito isso. Homofobia então... Já me fez comprar boas brigas... Aliás, preconceitos de qualquer origem me tiram do sério.
O que mais me surpreende (sim, os seres humanos ainda conseguem essa façanha comigo) é que esse tipo de atitude meio mesquinha, meio notionless, parte de pessoas que deveriam saber respeitar as tais diferenças, já que elas são alvo da intolerância maldosa. Dá pra chamar isso de ironia?
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Sou gay?
E, outro dia, em mais uma conversa descontrol via Msn com Vinííí, eis que a bee envia essa PÉROLA. Ele não sabe me dizer exatamente a fonte, então, se alguém tem saco (e conexão, coisa que me falta no momento) pra googlear, fique a vontade. Ah!, ele também fez algumas "adaptações", então não sei exatamente como É o original.
Divirtam-se!
10 dicas sutis de como dizer aos seus pais, aos poucos, que você é gay:
1- Nunca falte a academia. E ao contrário dos heteros malhe muita perna e glúteos.
2- Sempre tenha muitas amigas... lindas... fervidas... Saia muito com elas e deixe bem claro que são APENAS amigas.
3- Use muito o verbo "amar"! Exemplo:
Eu amo esta música!
Amei o seu café!
Amei o filme!
Eu amo quando você faz pudim!
4- Repare no cabelo de sua mãe.
Dê palpites.
Mais ousado ainda, você pode dizer:
Sua sobrancelha está super bem tirada. Amei!
5- Ame seriados femininos e assista a todos:
Sex and The City, Gossip Girl, Ugly Betty, Charmed, Lipstick Jungle...
E faça sua mãe assistir e repare sempre nos figurinos:
Amei esta saia!
6- Obre e ande para futebol.
Nos dias de final, se tranque no quarto e ouça Britney!
7- Camisetas sempre tamanho "P", calça jeans justa e uma coleção de óculos tamanho "G" vão mostrar para sua mãe que "este leite é moça".
8- Ame divas:
Madonna, Britney ,Cher, Pink, Lady ,Christina , Amy, Kate , Lilly...
Conheço uma "bee" em Uberaba que é fã fanática por Simony... Vai entender...
Caricatura de alguém que JÁ É uma.
9- Use cremes para o rosto, contorno dos olhos, demore muito no banho... E brigue para "instalarem " aquela mangueirinha do lado da privada!
10- E por fim... Diga que conheceu "uma pessoa"... Está saindo com uma "pessoa"... Pessoa é o melhor!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Prazer, Ana Paula.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Grito até ficar Rouca
Gentilmente feita como presente de aniversário em 2007.Amo cinema. Todos sabem. E vou muito sozinha porque, claro, difícil acompanhar meu ritmo, às vezes. Deveria ter escrito uma postagem sobre Becky Bloom, que assisti essa semana. Mas hoje, ai, hoje. Fui assistir a um documentário que me fez chorar durante quase duas horas. Porque sim, ele não dura só 92 minutos, como diz na sinopse. Foram 15 anos da minha corinthianice passando na tela.
Chuva e cansaço, não impediram que eu encarasse a sessão de FIEL no Shopping Crystal. Nada mais incongruente do que assistir ao filme da TORCIDA MAIS MANO DO BRASIL no Coração do Batel (digamos que é o equivalente curitibano a Oscar Freire, Iguatemi e afins).
Pra quem não sabia, sou uma "boleira". Não no sentido de dividir aquela bola no meio de campo. Gosto de futebol na sua totalidade como espectadora e encaro o Corinthians como uma religião. Alguns ainda se surpreendem quando digo que fui assistir a um jogo do TIMÃO no Pacaembu. E isso foi há apenas algumas semanas, empate de 2x2 contra a Ponte Preta (pelo Campeonato Paulista). Assustei a galera do tobogã ao proferir alguns palavrões, digamos, nada "dignos" (meu amiguinho Renan, a quem devo essa GRANDE emoção em minha vida, está de prova).
Voltando ao filme: Fiel conta nossa queda e ascenção após o rebaixamento a segunda divisão do brasileirão em 2007. Dois de dezembro. Costelão do Bacacheri. Muita proteína, polenta e cerveja e eu, como quase sempre nessas paragens, a única corinthiana do lugar. Foi incrível como tinha tanta gente torcendo contra. Ana Pi com garrafa em punho, pronta pra quebrá-la e rasgar o primeiro que mexesse comigo. Sim, eu perco a noção por futebol. Não tenho vergonha em admitir esse meu lado altamente comandado pela testosterona (e pela malaquice). Saí de lá baqueada. Não chorei, não conseguia pensar. Estava em choque. Lembro-me que as lágrimas só vieram na segunda-feira à tarde. E pra parar...? Mas também lembro de torcedores de outros times conversando comigo sobre o assunto, de forma respeitosa. E do magnífico apoio recebido pelo Flamengo.
2008 não foi exatamente ruim. Só fomos perder pro Bahia (ok Julie) lá pela metade do NOSSO Brasileirão. Mas as piadinhas continuavam. Afinal, não é fácil ser corinthiano. Outro dia, escrevi que somos admirados até por nossos mais ferrenhos adversários. Mentira?
Hoje, claro, eu era a única mulher na sala do cinema. Aqui no Sul Maravilha poucas realmente gostam do esporte. E menos ainda fazem parte do Bando de Loucos, especialmente em Curitiba, com suas respeitadas torcidas Coxa Branca e Fanáticos. Ao final da sessão, virei para dois homens que estavam sentados atrás e disse: "Alguém mais tem instintos assassinos ao olhar pra Paulo Bayer?". E, para minha surpresa, que pouco li sobre o filme antes de assisti-lo, ele é dirigido por uma mulher: Andrea Pasquini. Procurei informações sobre ela e o que achei é que ela faz parte da equipe de seleção do É Tudo Verdade (Festival de documentários, pra quem tem preguiça de procurar). O Roteiro fica por conta de Marcelo Rubens Paiva (Feliz Ano Velho / Blecaute) e Serginho "Fala Ga-ro-tô" Groisman.
Ser corinthiano é algo insano, sem explicação plausível. Fiel mostra isso. É emocionante demais ver que existem pessoas tão fanáticas quanto você, que formamos uma nação apaixonada, que nunca, nunca, nunca abandonará o TIMÃO. Fico afônica por ele. Já fiquei, aliás.
E, caros amigos sãopaulinos e palmeirenses: qualquer rivalidade, ódio, recalque e afins não é nada diante do AMOR que tenho pelo meu CURINGÃO.

