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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

I'm not there

Realmente acho admirável a capacidade que o ser humano tem pra desvendar os mistérios da alma e da vida alheias. Ok, eu também sou excelente pra resolver os problemas dos outros e deixar os meus lá, na caixinha.

Então, uma penca de gente tem o hábito de resolver minha vida como mãe, sabe? Começando pela clássica pergunta
"COMO É QUE VOCÊ AGUENTA?" quando digo que minha filha não mora comigo e sim com minha mãe, há 500km daqui. Aí sempre tem um gênio que emenda "eu não sei o seu caso, sua situação, MAS EU... mimimi". Então, OLHA SÓ, se você NÃO SABE o que acha de NÃO DAR SUA DISPENSÁVEL OPINIÃO? (Mais uma das respostas que ficam na ponta da minha língua imaginária...)

Mea culpa: também dou minha opinião sem ser solicitada, às vezes. Normalmente, é sobre algo banal. E eu, como boa Drama Queen que sou, tenho vários
calcanhares de aquiles. O que para a maioria pode ser "ok", pra mim é algo realmente complexo. E levo pro pessoal sim. Se diz respeito a minha pessoa, a minha vida, não é pessoal então? E não tem nada demais em ser pessoal, ser pessoal é bão às vezes, porque parece que você se importa, de um jeito meio torto... En-fim.

Então assim: eu não compartilho muito o
assunto maternidade, pois, tudo aquilo que é DURO pra mim, evito comentar. Acho que só escrevi um pouco sobre isso duas vezes. Uma está aqui. Aí tem aquela ala que me rotula como a "irresponsável que deixa a filha com a mãe pra farrear com as bichas em Curitiba ou putiar em terras mais ao sudeste". A velha caetaneada de que "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é" encaixa-se perfeitamente aqui. Porque EU SEI o quanto é difícil fazer certas escolhas e arcar com todas as consequências delas. EU SEI os pulos que preciso dar, a imensa lista de material escolar que tenho em minhas mãos, a dificuldade que é SÓ minha família arcar com as despesas financeiras... Porque, quer alguns aceitem ou não, criança dá trabalho e MUITO gasto sim! EU SEI o que estou perdendo, as apresentações de escola em que não estou presente, o aniversário ausente. Ou seja: já é auto-julgamento diário o suficiente.

Mas
EU SEI o quanto é legal acompanhar uma criança crescendo, falando coisas inimagináveis para uma menina de 4 anos (Discovery Kids = Vida) e, no fim das contas, dizendo que está com uma saudade deeeseee tamaaanhãooo assim ó!

E mesmo com festinha do fio azul, livrinho de 2,99 e mais um monte de histórias que o grande público desconhece,
EU SEI a quantidade de erros e acertos que tem nisso tudo. Pra quem sabe, ótimo. Pra quem não sabe, pergunte. Já que, se depender de mim, dificilmente dividirei.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Só quem é, sabe o que é ser!

Onde tuuudo começou: roubei de um flickr ae.

Assim ó: eu tenho VÁRIOS temas para postar. Coisas exotéricas que passam pela minha cabeça durante o dia, choros compulsivos por bons motivos (ultimamente ando BEM EMO) e afins. Mas uma coisa leva a outra e eu ganhei de
Queroulaine duas belezuras: FIEL e 23 ANOS EM 7 SEGUNDOS. Sobre o primeiro, já escrevi aqui. O segundo é mais difícil de achar e não ando com dinheiro sobrando para comprá-lo, então... Sabe deus quando assistiria! Aí, minha quÉrida amiga teve a perspicácia de fazer cópias CAPRICHADÍSSIMAS pra mim. E nem ouse dizer que é pirata, PORQUE NÃO É. Tsá?

Então. Acabei de assistir 23A em 7S. E, um dos imãs que tenho na geladeira traduz o filme: SÓ QUEM É CORINTHIANO, SABE O QUE É SER CORINTHIANO. Portanto, sãopaulinos, santistas & parmerenses recalcados, parem nesse ponto pois agora começará mais uma rasgação de seda para uma das GRANDES PAIXÕES da minha vida.

Esse texto escrevi há quase 1 ano, mais ou menos na mesma época que comecei o Blog. Já pensei em postá-lo várias vezes, mas hoje aconteceram coisas que me impulsionaram a fazer isso. Pois a minha história de como virei curintiana é cheia de amrooo! O ódio platônico pelos torcedores acima citados (incluindo gremistas e colorados também, aliás) veio depois. Então, aí vai, com algumas, ãn, adaptações:

"Meu primeiro contato com futebol, foram figurinhas da Elma Chips da Copa de 90. Lembro-me bem dos bonequinhos devidamente vestidos, cada qual com a bandeira de seu país de origem ao lado. Houve então um hiato de 3 anos, até o assunto fazer parte da minha rotina novamente. Uma adolescente de 12 anos, com alguns amigos e uma, em especial, que me apresentou ao mundo do Bando de Loucos. Na época, éramos apenas a Fiel.

Tenho muito claras em minha memória as discussões e brigas por conta de futebol. Sim, aos 13 anos, eu ja saía no duelo verbal com coleguinhas sãopaulinos. Porque, BENZADEUS, palmeirenses eram poucos. Na verdade, não lembro de nenhum. Ô racinha apagada, né? Assistia aos jogos sempre que podia, ouvia o CD da Revista Placar com os hinos em nova roupagem até o coitado não aguentar mais... Estranhamente, foi um carioca que interpretou o hino do time paulistano. De qualquer maneira, acho que Toni Garrido conseguiu traduzir nossa paixão.

O ritual era rotina: sentada no chão da sala, sempre no mesmo lugar, vestindo a camisa 9 da "Era Suvinil" (Viooola) e com o tercinho branco meticulosamente enrolado na mão direita, herança da criação catolica, a histeria tomava conta. Eram gritos, socos, choro, desespero, coração na boca! E uma mãe implorando para que eu maneirasse, não era pra tanto. Como assim não era pra tanto?!? Não, ela não entendia, ninguém consegue entender. Eu não consigo explicar de forma coerente. Lembro-me bem do título de 98. Da emoção, do semi-enfarto aos 17 anos, ligar pra melhor amiga na época, também corinthiana, pra chorar junto ao telefone! Coisas que nunca esquecerei, que sempre me farão corinthiana, mesmo morando há 500km do time do coração.

Muitos bate-bocas, jogos desesperadores e algumas tristezas depois, hoje tento ser uma torcedora menos rouca. Mas não dá, é ir contra a natureza do Timão e de sua torcida, admirada até por nossos mais ferrenhos adversários. Meu pai sempre diz "Corinthiano é tudo maluco". Não há como argumentar contra. E, quer saber? Não faço questão. Tá aí uma loucura que assumo sem pestanejar!"

E, foi assim: sempre sempre sempre com um amor incondicional, que na riqueza, na segunda divisão, na mão da máfia russa, chinesa, coreana, oriental ou qualquer outra, que eu AMO esse time. Não quero fazer quem não gosta de futebol entender. E, menos ainda, quem não é corinthiano respeitar. Ir sozinha a um estádio pra ver o time do coração jogar, assistir a muitos jogos em casa só com a companhia do meu secador, ver um documentário e ficar chorando e gritando NÃO PÁRA, NÃO PÁRA, NÃO PÁRA é algo muito meu. E isso basta.

E deu nisso. Malokera e sofredora, SIM SINHÔ!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

*mimimi*

E essa vai para aqueles miguxos que, assim como eu, não resistem a um BOM *mimimi*.


Não consigo deixar de olhar pra essa foto e imaginar que é E-XA-TA-MEN-TE essa a cara que algumas pessoas fazem quando estão de *mimimi* pra cima de mim.










Buuu! E, REALMENTE, "They don't know they mimimi" explica muita coisa.












Fim.

Citando as fontes:
A primeira, quem me mostrou foi um amigo cariooocammm e eu tirei daqui.
A segunda foi um companheiro de mimimi, e veio de cá.
O último foi digitando mimimi no Google e clicando em imagens. E descobri o ótimo
Peão Digital.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Não tinha medo o tal João do Santo Cristo...

Foi Caetano que disse "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Provavelmente ouvi essa música pela primeira vez em algum programete péla-saco na Casa da Cachaça, um dos nossos redutos londrinenses. Show dos Acústicos Y Guerreiros? Pode ser também. E lá se foi mais de uma década.

Há cerca de 1 ano, fiz minha primeira visita a um psiquiatra (antes disso, só terapia com psicólogo). Foi durante uma crise braba, na qual o diagnóstico era Transtorno de Stress Pós-Traumático + Síndrome do Pânico (que acaba sendo um sintoma do primeiro...). Eu estava em Santa Catarina e, dias depois dessa consulta,
aconteceram as enchentes , que todo mundo deve lembrar e devastaram o Estado. Encontrava-me em uma das cidades atingidas por aquelas chuvas torrenciais, mas não chegamos a sofrer com isso. Quando os ônibus começaram a partir de lá, tentei voltar a Curitiba. Andei uns 5 km e desisti, assim que percebi não ter condições de seguir viagem.


Em dezembro, teve o show da tia, já mencionado. Passagens compradas, alguns encontros programados, hotel reservado. NO DIA em que sairia de Curitiba, rumo ao Rioam de Janeiroam, novamente senti que não CONSEGUIRIA ir. Devolvi as passagens, cancelei o hotel e entrei em contato com quem me acompanharia nessa empreitada para que a pessoa vendesse meu ingresso. Era uma sexta-feira. E eram entradas para a Área Vip (não estou arrotando riqueza, trabalhei feito condenada pra pagar isso, dá licença). No sábado, mais oscilações, muito mimimi e toca pra rodoviária NOVAMENTE comprar passagens. E, como diria a dona dos olhos azuis mais fantásticos que já tive a oportunidade de olhar de perto: "I have no regrets". Ah, vá lá, um ou outro, talvez.


Nesse ano, após um período de intensa euforia, já dava pra antever que lá vinha merda. Naquela fase do pós-operatório que relatei várias vezes
por aqui, novamente mergulhei numa crise profunda. Poucas pessoas tinham "permissão" para chegar perto. O engraçado é que algumas não estavam fisicamente próximas. O critério para eleger os pobres que aguentariam minhas lamúrias foi: duas, além de termos elos fortíssimos, têm a cabeça mais fodida que a minha e uma é amiga de fé, irmã camarada. Além de termos uma linha de raciocínio semelhante, claro.

Foram manhãs, tardes, noites e madrugadas pensando, pensando, pensando TANTO que em alguns momentos a cabeça parecia querer explodir. Embora essa meia dúzia de gatos pingados que me "acompanhou" fosse parte essencial para eu sair do buraco, era a noite, em uma caminha de solteiro, depois de assistir uns seis episódios seguidos de In Therapy que eu chorava. Muito. Por diversas razões: por me sentir incapaz, por ser frustrada profissionalmente, por não ter coragem de dizer aquilo que importa a quem realmente importa, por não me sentir mãe de verdade, por NÃO TER VONTADE para fazer nada para mudar essa situação. O suicídio, claro, era cogitado constantemente. Mas, quem me conhece, sabe que esse não é meu perfil. Eu desejava ardentemente que tudo tivesse um fim, mas não queria que a iniciativa para ESSE FIM partisse de mim, entende? [/Pelé]

No meio desse turbilhão, uma amiga que estava por dentro do caso, sabiamente disse: Acho que a tendência é as coisas melhorarem aos poucos, na cidade que você gosta, trabalhando com gente que você gosta, quietinha lambendo as feridas.

E foi assim, QUIETA, achando que incomodava poucos, que as coisas começaram a entrar nos eixos. Mas, novamente citando a tia, "uncomfortable silence, can be so loud". E minha apatia, meu silêncio, parecia muito mais ofensivo do que se fizesse o ouvido DE GERAL de penico e chorasse um pomar inteiro (pitangas não seriam suficientes).

A verdade é que, pra quem não está no olho do furacão e acha tudo isso uma frescura do caralho, é fácil rotular. Julgar. Concluir. Fechar a conta e passar a régua. E é nessas horas que eu preciso baixar a crista e agradecer aos meus pais por terem me dado uma educação BOA O SUFICIENTE para saber RESPEITAR as pessoas. Porque é TÃO SIMPLES, sabe? Diferenças existem e sempre existirão, acredito que é disso que as relações são feitas. Mas o respeito por elas é fundamental. É não sair por aí, achando-se muito "polêmico" e gritando aos 4 cantos que fulana só procura os outros quando precisa, por exemplo. Na verdade, quando eu mais precisei, não precisei procurar ninguém. As pessoas certas nunca saíram do meu lado.

Pronto, faroestecabocleei.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Do Bife ao Infinito*

Foi domingo à noite. Até então, meu conhecimento sobre o (já nomeado assim) Caso Geisy Arruda não passava de olhadelas para a tv enquanto picava um alho ou ralava uma abobrinha, durante o JH. Mas, nesse último dia 8 de novembro, uma fúria que daria orgulho a Betty Friedan apoderou-se da minha pessoa e devorei todas as reportagens que a globo.com disponibilizava sobre o assunto. Resumidamente, o que li, dizia: aluna que usou vestido curto e causou tumulto é expulsa de universidade (decisão já revogada, aliás).

Tentarei não entrar no mérito estético da questão. Isso eu deixo para o pessoal do Esquadrão da Moda e para os milhares de blogueiros que escrevem sobre o assunto. Mas, embora a pauta esteja um pouco desgastada e talvez minhas colocações não tragam nada novo, quero falar disso. Até porque o blog é meu e se eu não brincar, ninguém brinca.

A primeira vez que me deparei com o conceito destrinchado de UNIVERSIDADE foi há mais de 10 anos, quando ainda cursava Serviço Social na UEL. Em mais uma discussão recheada de pseudointelectualismo metido a besta, um colega chamou a atenção para o significado da palavra: é algo UNIVERSAL, que abriga a diversidade de crenças, orientações, opiniões... Especialmente no caso das públicas e grandes, como a Estadual de Londrina.

Nas imagens que vi do tal "tumulto", a impressão era que os meninos mais pareciam homens de neandertal. Será que "na balada", onde as roupas podem ser infinitamente mais chamativas e desprovidas de tecido eles comportam-se assim? Afinal, se a base do argumento é essa, começo a achar que estou certa em subir a escada rolante do shopping, me policiando por trajar um vestido, mesmo usando uma meia-fina por baixo.

Outra questão é algo que volta-e-meia penso (e até já coloquei em comentários, blogosfera afora): por que as mulheres se detestam tanto? Em diversos âmbitos, sempre nos vemos como ameaças. A convivência profissional em um ambiente majoritariamente feminino É muito mais difícil do que em um que exista, ao menos, um equilíbrio dos gêneros. E a inveja? Ahhh, essa matrona! Porque você pode ser muuuito mais bonita, classuda, loira natural, magra & alta. Mas, a partir do momento que uma outra garota atrai MAIS olhares (em especial, os masculinos), ela será alvo dos comentários mais "ácidos" (para ser bondosa na qualificação) por parte de suas coleguinhas. (Aliás, adorei o que o segurança disse).

E por último, mas não menos importante: embora discorde das feministas ferrenhas em alguns aspectos, fico pensando em como a "evolução" da nossa sociedade mudou muita coisa. Em um país que já teve Patrícia Galvão, pra citar UM exemplo nacional, como símbolo da luta pelos direitos das mulheres, hoje, quem parece nos representar é uma garota de 20 anos que, embora esteja no picadeiro como atração principal de um circo, não demonstrou ter discernimento suficiente do que isso representa. Aliás, alguém sabe me dizer se ela aceitou o convite da Playboy?

Pois é, como diria Macunaíma: "Pouca saúde, muita saúva, os males do Brasil são". Sim, com trocadilhos.

*Roubei da Marilena Chauí (professora e filósofa) que, em entrevista nos anos 90 ao perguntarem quais eram suas preocupações diárias disse: "ora eu vou do bife ao infinito".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MudançaS de HábitoS


Quando eu estava na 8ª série, as formaturas (assim como as festas de 15 anos) eram demodês. O negócio era viajar. Com nossa turma, não foi diferente: fomos para Aguativa, uma estância de águas termais que fica em Cornélio Procópio, norte do Paraná. Falando assim parece chiquééérrimo, mas nem era TANTO.

Semanas antes, nos preparativos para a excursão, a lendária Tia Izailda entra na sala para conversar conosco sobre as questões financeira$. Como seriam pagas as diárias, o que estava incluso e etc. Não lembro exatamente como funcionavam os gastos extras que teríamos, mas era necessário mandar a grana antes. Era como numa "quermesse" ou "festa junina" (ao menos aqui no Sul funciona assim): você compra fichas que serão usadas, no caso de Aguativa, para adquirir refrigerantes, salgadinhos, doces e afins. E alguém precisava ficar responsável por COLETAR esse dinheiro.
A diretora dos meus saudosos tempos de Colégio Ideal deixou isso para mim. A justificativa? "Preciso de alguém bravo o suficiente para a função. Nessa turma, não tem melhor".

A verdade é que sempre me deram o papel de MADRE SUPERIORA em diversas situações. E sempre desempenhei o personagem, sem questionar muito. Logo, a fama de "fera", estourada, ou só chata mesmo sempre me perseguiu. O mais "irônico" disso tudo é que não gosto de CHEFIAR. Não me sinto à vontade. Mas, quando percebo, já estou agindo como a coordenadora do setor ou como a mamma que briga com seus filhos para que eles se comportem. E nem tenho decendência italiana.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sou gay?


E, outro dia, em mais uma conversa descontrol via Msn com Vinííí, eis que a bee envia essa PÉROLA. Ele não sabe me dizer exatamente a fonte, então, se alguém tem saco (e conexão, coisa que me falta no momento) pra googlear, fique a vontade. Ah!, ele também fez algumas "adaptações", então não sei exatamente como É o original.


Divirtam-se!



10 dicas sutis de como dizer aos seus pais, aos poucos, que você é gay:



1- Nunca falte a academia. E ao contrário dos heteros malhe muita perna e glúteos.

2- Sempre tenha muitas amigas... lindas... fervidas... Saia muito com elas e deixe bem claro que são APENAS amigas.

3- Use muito o verbo "amar"! Exemplo:
Eu amo esta música!
Amei o seu café!
Amei o filme!
Eu amo quando você faz pudim!

4- Repare no cabelo de sua mãe.
Dê palpites.
Mais ousado ainda, você pode dizer:
Sua sobrancelha está super bem tirada. Amei!

5- Ame seriados femininos e assista a todos:
Sex and The City, Gossip Girl, Ugly Betty, Charmed, Lipstick Jungle...
E faça sua mãe assistir e repare sempre nos figurinos:
Amei esta saia!

6- Obre e ande para futebol.
Nos dias de final, se tranque no quarto e ouça Britney!

7- Camisetas sempre tamanho "P", calça jeans justa e uma coleção de óculos tamanho "G" vão mostrar para sua mãe que "este leite é moça".

8- Ame divas:
Madonna, Britney ,Cher, Pink, Lady ,Christina , Amy, Kate , Lilly...
Conheço uma "bee" em Uberaba que é fã fanática por Simony... Vai entender...


Caricatura de alguém que JÁ É uma.


9- Use cremes para o rosto, contorno dos olhos, demore muito no banho... E brigue para "instalarem " aquela mangueirinha do lado da privada!


10- E por fim... Diga que conheceu "uma pessoa"... Está saindo com uma "pessoa"... Pessoa é o melhor!

domingo, 10 de maio de 2009

m o t h e r N *

17 de maio é meu aniversário. Fica a dica.

Hoje é o dia em que pululam posts sobre mães & filhos e, comigo, não seria diferente. Até porque, sou ambos, o que me dá algum respaldo para escrever sobre o assunto (e a todos nós, AMÉM). Meu relacionamento com minha mãe é extremamente freudiano: temos nossos momentos, mas na maior parte do tempo, não somos exatamente amigas. Ambas são difíceis. AINDA TENHO esperanças de conseguir ser mais maleável. Já ela, sei que não pensa na possibilidade de mudar, pois acha que nessa idade não é mais necessário.

Muita gente sabe (alguns talvez AINDA não) que sou uma espécie de mãe solteira. Como tantas outras que existem por aí. E que Pequetita de mi corazón passa mais tempo com a avó do que comigo. E não falarei sobre o "pai" dela (não hoje), usando a desculpa de que o "dia dos pais" é só em agosto.

Minha gravidez não foi algo mágico. Não programei, não tinha nenhum vínculo com o ser acima citado, e, como (nooofa!) Dona Baratinha tinha o mundo aos meus pés. Ou achava que tinha. Passei praticamente 8 meses deitada na chaise long vermelha, revendo TODAS as temporadas de Dawson's Freak e qualquer outra bobagem que passasse na Tv. Engordei 26 quilos, entrei para o hall dos obesos mórbidos, minhas estrias no abdômen quadruplicaram e a flacidez idem. Seria hipócrita de minha parte dizer que não cogitei fazer um aborto. Óbvio que pensei nisso! Mas, meu histórico familiar, não me permitiu ir em frente.

Tive depressão pós-parto, meu peito rachou, eu continuava comendo feito uma louca... As brigas em família, que ficaram suspensas no período da gravidez, voltaram com força total para compensar o hiato... A pobre da Dra. Sandra nunca ouviu tanto "minha mãe, minha mãe, minha mãe". Mas, em contrapartida, eu tinha minha [piada interna] patinadora [/piada interna]. Ou travequinha xarope. E, ela nem sabe ou entende, mas foi responsável por mudanças GIGANTESCAS em minha vida. As maiores, de todos os tempos.

Ohhhmmm! Roubei de um Blog aí. Fica a dica [2] FILHOS!

Tenho inúmeras lembranças dos primeiros meses dela. Das primeiras mamadas, risadas... DA PRIMEIRA NOITE DORMIDA ININTERRUPTAMENTE (leia-se, da meia-noite às 6 da manhã). Dos beicinhos jogando cuspe em mim. Do primeiro "mêmem" que ouvi. E do quanto é/era dolorido viver da Little. Sejam 500 ou 150 quilômetros nos separando. E de como eu guardo isso e não falo pra ninguém e pareço fria, pareço que não me importo. E como essa dureza sempre tornou mais complicadas as coisas pra mim. Porque essa dificuldade em expor meus sentimentos DE VERDADE sempre foram o grande entrave de minha vida.

Na última sexta-feira fui a "nossa" primeira apresentação do Dia das Mães. Como bela mãe de primeira viagem que sou, esqueci de levar máquina para tirar um milhão de fotos. Só deixei algumas lágrimas escorrerem, pois ela já estava apavorada com a tal encenação (quando descobrir como é bom estar em cima de um palco...) e não podia me ver chorando (muito). E isso me fez lembrar porque, apesar dos pesares, quero mais um filho. Além de saber como é horrível ser filha única. Lógico que espero poder planejá-lo, quero estar casada pra isso e tudo mais, conforme manda o figurino. Mas realmente quero que o Pedro, ou Gael, ou Caetano ou Isabelli venha (ou venhaM?), para fazer com que essa segunda vez seja melhor que a primeira e eu possa curtir melhor meu barrigão, meu andar de pata e minha diurese insana. E, claro, comer muitos restos de papinha e comida, porque maternidade também é isso, caso algumas pessoas, que ainda habitam o mundo de Willy Wonka, não saibam.

Willy Wonka! Willy Wonka! Willy Wonka!

*Mothern => O blog, que virou livro, que virou seriado no Multishow.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Top 6 - Goodbye, my friend!


Unilivre por Ery Roberto (tirei do Flickr dele)


Entre As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu, os Top 5 de John Cusack ou As 7 Melhores da Jovem Pan, optei por um entremeio (guimarãesroseando, pra variar?) delas: As 6 coisas que mais sentirei falta de minha rotina curitibana. Sim, fase eu! eu! eu!


6. O friozinho no fim da tarde.
Sim, já tive momentos de "o buraco de Ozônio é aqui", para meus padrões sulistas. Mas, na maior parte dos dias, por volta das 5h da tarde, a temperatura muda e uma brisa que, calculo, venha da Serra do Mar, invade a cidade, deixando Curitiba com mais ares de capital européia e os curitibanos com mais cara de bunda.


5. A infinidade de Parques, Bosques e Coisas Verdes.
Não sou exatamente uma defensora do meio ambiente que trabalharia voluntariamente para o Greenpeace, mas adoro carregar minhas visitas (e as alheias também) para o famigerado Tour Incrível Hulk.


4. O Pão Francês do Mercadorama.
Mesmo dois dias depois, ainda tá uma delícia. O melhor de tudo: r$ 3,98 o quilo.


3. Receber visitas e preparar refeições para 25 comensais.
Vanessa, Juliana, Phernanda, Waldir, Gilson, Juliano, Felipe... Alguns foram visitas, outros se tornaram população flutuante, mas sempre adorei cozinhar para cada um de vocês. (e pra quem não teve seu nome citado também)


2. As mil possibilidades gastronômicas.
Não só de polenta e frango frito vive o curitibano! Mas de Costelão, Café Colonial no Coeur Douce, de Sorella (Vegetariano Perfeito!), de Deish Paishteish (= 10 Pastéis), da Coxinha com catupiry da Praça de Alimentação do Condor, do almocinho correria no Roast Beef ou no Casal Garcia, da empada de camarão do Caruso e, CLARO, do melhor cachorro quente que existe (sorry Black Dog): JOSIAS!



1. Cinema Pechincha
A r$ 4 no UCI do Estação na segunda-feira. No Shopping Total r$ 5 na terça. Quarta e Quinta, Unibanco Artplex, no Crystal por r$ 6 e r$ 5, respectivamente. E, em todos eles claro, levar o potinho com brigadeiro de panela, o refri e o salgadinho na maxibolsa da vez, que farofagE pouca é bobagE!



E do que não dá pra sentir falta, MESMO...

- Do trânsito. Em qualquer hora do dia, meu nível de stress estrapola qualquer padrão aceitável. Viro uma monstra dentro do carro, gritando, xingando, fazendo gestos nada educados com minhas pequenas mãos... Tanto que só dirijo durante a semana entre 5h da tarde e 8h da noite se for caso de vida ou morte.
- Da estranheza curitibana quando você é solícito. Do olhar "você é um ET" ou, até mesmo, "não preciso que um estranho me ajude, saia".

No mais, essa cidade trouxe inúmeras possibilidades pra mim. Aproveitei do jeito que me pareceu melhor. Não, não é um adeus, porque eu deixo uma vida paralela aqui. Negócios pendentes. Muitos e bons amigos. E um ar, um ar diferente. E só aqui meu pulmão sente-se assim.




quinta-feira, 23 de abril de 2009

Grito até ficar Rouca

Gentilmente feita como presente de aniversário em 2007.


Amo cinema. Todos sabem. E vou muito sozinha porque, claro, difícil acompanhar meu ritmo, às vezes. Deveria ter escrito uma postagem sobre Becky Bloom, que assisti essa semana. Mas hoje, ai, hoje. Fui assistir a um documentário que me fez chorar durante quase duas horas. Porque sim, ele não dura só 92 minutos, como diz na sinopse. Foram 15 anos da minha corinthianice passando na tela.

Chuva e cansaço, não impediram que eu encarasse a sessão de
FIEL no Shopping Crystal. Nada mais incongruente do que assistir ao filme da TORCIDA MAIS MANO DO BRASIL no Coração do Batel (digamos que é o equivalente curitibano a Oscar Freire, Iguatemi e afins).

Pra quem não sabia, sou uma "boleira". Não no sentido de dividir aquela bola no meio de campo. Gosto de futebol na sua totalidade como espectadora e encaro o Corinthians como uma religião. Alguns ainda se surpreendem quando digo que fui assistir a um jogo do TIMÃO no Pacaembu. E isso foi há apenas algumas semanas, empate de 2x2 contra a Ponte Preta (pelo Campeonato Paulista). Assustei a galera do tobogã ao proferir alguns palavrões, digamos, nada "dignos" (meu amiguinho Renan, a quem devo essa GRANDE emoção em minha vida, está de prova).

Voltando ao filme: Fiel conta nossa queda e ascenção após o rebaixamento a segunda divisão do brasileirão em 2007. Dois de dezembro. Costelão do Bacacheri. Muita proteína, polenta e cerveja e eu, como quase sempre nessas paragens, a única corinthiana do lugar. Foi incrível como tinha tanta gente torcendo contra. Ana Pi com garrafa em punho, pronta pra quebrá-la e rasgar o primeiro que mexesse comigo. Sim, eu perco a noção por futebol. Não tenho vergonha em admitir esse meu lado altamente comandado pela testosterona (e pela malaquice). Saí de lá baqueada. Não chorei, não conseguia pensar. Estava em choque. Lembro-me que as lágrimas só vieram na segunda-feira à tarde. E pra parar...? Mas também lembro de torcedores de outros times conversando comigo sobre o assunto, de forma respeitosa. E do magnífico apoio recebido pelo Flamengo.

2008 não foi exatamente ruim. Só fomos perder pro Bahia (ok Julie) lá pela metade do NOSSO Brasileirão. Mas as piadinhas continuavam. Afinal, não é fácil ser corinthiano. Outro dia, escrevi que somos admirados até por nossos mais ferrenhos adversários. Mentira?

No dia 25 de outubro do ano passado eu vivia um inferno particular. Havia saído de mais uma internação, ido para o hospital sozinha na madrugada anterior e dormido quase nada. Só saí do quarto para ver o jogo, chorar e voltar para aquele mundinho, um pouco menos infeliz. Porque, se tem 3 coisas capazes de me fazer sorrir, são elas: minha filha, meu time e Madonna.

Hoje, claro, eu era a única mulher na sala do cinema. Aqui no Sul Maravilha poucas realmente gostam do esporte. E menos ainda fazem parte do Bando de Loucos, especialmente em Curitiba, com suas respeitadas torcidas Coxa Branca e Fanáticos. Ao final da sessão, virei para dois homens que estavam sentados atrás e disse: "Alguém mais tem instintos assassinos ao olhar pra Paulo Bayer?". E,
para minha surpresa, que pouco li sobre o filme antes de assisti-lo, ele é dirigido por uma mulher: Andrea Pasquini. Procurei informações sobre ela e o que achei é que ela faz parte da equipe de seleção do É Tudo Verdade (Festival de documentários, pra quem tem preguiça de procurar). O Roteiro fica por conta de Marcelo Rubens Paiva (Feliz Ano Velho / Blecaute) e Serginho "Fala Ga-ro-tô" Groisman.

Ser corinthiano é algo insano, sem explicação plausível. Fiel mostra isso. É emocionante demais ver que existem pessoas tão fanáticas quanto você, que formamos uma nação apaixonada, que nunca, nunca, nunca abandonará o TIMÃO. Fico afônica por ele. Já fiquei, aliás.

E, caros amigos sãopaulinos e palmeirenses: qualquer rivalidade, ódio, recalque e afins não é nada diante do AMOR que tenho pelo meu CURINGÃO.



segunda-feira, 20 de abril de 2009

Quero ser uma Mulher Samambaia!




E dia desses o Beto me disse: Você sabe que você é muita coisa, menos uma mulher STANDARD!

Como o menino tem conhecimento da (minha) causa, respeitaremos a opinião dele, certo? De uns tempos pra cá, como todos notaram, ando naquelas de "reavaliar" a vida. Até porque, quase trintinha, algumas decisões GRITANDO para serem tomadas, resolver o que quero ser quando crescer... E mandar a Síndrome de Peter Pan às favas, de uma vez por todas! Lógico que o grande questionamento é quanto a vida sentimental descontrol que levei nos últimos anos. E como o fato de ser mãe solteira dificulta, SIM. Hipocrisia a parte né gente? Ela é a coisa mais importante da minha vida, mas ter uma filha NUNCA facilitou pra mulher nenhuma manter um relacionamento SAUDÁVEL com alguém.

Mas, nesse ponto, entra outra coisa: mesmo antes dela nascer, eu não posso dizer que tive relações "normais". Ou minimamente atóxicas. Sim, conheci pessoas ótimas, tivemos momentos igualmente memoráveis, mas parece que sempre tem algo emperrando. Para os analistas de botequim de plantão, a culpa é minha, claro. Eu afugento homens com esse meu jeito de lidar com sexo, de sentar com o brigadeiro e a cerva na frente da tv pra ver aqueeele jogaço, xingar todo o time do XV de Jaú, além do juiz e, no meio disso tudo, mostrar que me importo. Isso confunde. Só que me pergunto: não seria MUITO mais fácil perguntar pra mim QUAL É? Ou isso é ser prática demais?

Ontem, conversando com uma amiga, que também não se enquadra muito no "padrão", chegamos à conclusão que nossas perspectivas não são exatamente boas. Que aquelas mocinhas mais apagadinhas, aqueeelas que não poderiam NUNCA ofuscar a pavonice (ou seria a urubuzice?) de seus parceiros são as destinadas a ter namoradinho, sentar no sofá na quarta-feira e assistir a um filme qualquer na Universal. E que nós, as aparentemente auto-suficientes, ficaremos aqui. Criando blogs, fazendo gentes rir ao telefone, vez ou outra, centro das atenções numa mesa de boteco, mas não passaremos disso.

Então, parei pra pensar nos casais que "conheço", em que as mulheres são tão fortes quanto seus parceiros e isso renovou minha esperança em encontrar alguém que "siga meu ritmo" e não ache que, por gostar de fazer sexo, eu sou incapaz de cozinhar um arroz e feijão ou não saiba pra que serve uma batedeira planetária.

Kinha e Arthur. Quéroul e Emil. Pher e Luiz. Liza e Grazzi. Dani e Fer. Bia e Lu. Ana e Ale. E alguns outros que a memória não ajuda... Obrigada por existirem. Vocês são um alento. Embora, no momento, eu esteja MUITO desejando que parte da minha massa encefálica tivesse ido embora com os famigerados 50 quilos. E que eu fosse uma mulher mediana. O que no fundo, Beto, eu sou.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Teimo em ser Taurina



Outro dia, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, ganhei um mapa astral do site Estrela Guia. Sim, como 80% da população posso dizer que não acredito, não levo a sério, etecetera e tal (já diria Sandy), mas sempre dou uma espiadinha (já diria Bial). E, já diria o véio deitado espanhol: "Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay."

Esse meu interesse por astrologia de botequim, começou em Cascavel, com minha mãe. Ela ouvia um programa no rádio e a parte do horóscopo era a mais aguardada. Aos 7 anos eu tinha um quadro com as principais características do meu signo. Touro. Ouié. A mais marcante e que encabeçava as outras era: PERSEVERANTE. Uma forma sutil de falar: teimosa que é uma mula.



Ao longo dos anos lia vez ou outra as previsões, mas não perdia tempo neurotizando com isso. Minhas nóias sem Omar Cardoso já eram (são) suficientes. Mas confesso: algumas coisas me deixam cabreira. Desde que inventei de fazer meu Mapa Astral (e, GENTE, como as características bateram CER-TI-NHO!) recebo previsões diárias e "personalizadas". Ai, patifaria? Mas me divirto! A de hoje:

Muita atenção neste trânsito, pois será muito fácil que comece a fazer algo que não está pensando conscientemente. Todos os seus traumas psicológicos virão à tona. Será uma situação bastante estressante de lidar. E quem estiver ao seu lado poderá não compreender bem a razão de seus atos e palavras. Isto pode acarretar problemas. Afinal, como as pessoas saberão que você está expressando o que ficou marcado no seu inconsciente? Tenha em mente que, se até hoje não resolveu o que possa tê-lo deixado traumatizado, agora é uma boa oportunidade para colocar para fora e resolver estes traumas. Talvez seja interessante buscar ajuda profissional. Não tenha receio de fazer esse tipo de descobrimento. Esteja aberto para o seu universo interno. As pessoas são feitas de muitas peças.

Antes de qualquer insinuação, já pretendo voltar correndo para os braços da Dra. Sandra (minha maravilhosa terapeuta, que aguentou minhas lamúrias por dois anos. E nem recebia TÃO BEM assim pra isso). No mais, estou em pleno inferno astral. Soube dia desses que o dito cujo começa 45 dias antes da data do aniversário. O meu é dia 17 de maio, pra quem ainda não sabe. Ah, também pude confirmar no Estrela Guia que meu ascendente é LEÃO e minha lua estava em ESCORPIÃO no momento do meu naiiiscimento. Mansa. Bem mansa.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Inferno são os outros

Há mil anos, quando resolvemos o tema do famoso TCC, optamos por um produto "feminino". Éramos em 5 mulheres, muita TPM e egos inflados juntos. Claro que a briga final foi homérica, pra fechar o curso com chave de ouro (e me dar mais noção do que é o mercado de trabalho da profissão que escolhi). Mas isso foi superado por todas e hoje penteamos os cabelos umas das outras, quando nos encontramos.


A questão é que, pra fazer o tal trabalho (pê pê pê-ôôô! mizifio!) lemos MUITA coisa sobre o feminismo. A ESSÊNCIA dele. Os movimentos sufragistas, Simone de Beauvoir (na foto mostrando a retaguarda, se não me engano, para as lentes do maridón, Jean-Paul Sartre), Betty Friedan e tantos outros que nem me lembro. Além disso, analisamos o programa Saia Justa da GNT, em sua primeira formação, com Mônica Waldvogel, Marisa Orth, Rita Lee e Fernanda Young (disso, só ficou a primeira). Lembro muito bem que um dos nossos professores disse: "Cuidado para não ficarem com AQUELE ranso feminista". Na hora, não entendi muito bem. Mas já pude sentir isso, meses depois.


É óbvio que tive influências FORTÍSSIMAS do tal Movimento Feminista. Tenho verdadeiros espasmos quando ouço comentários machistas, sejam eles provenientes de seres do sexo feminino (afinal, até eu sou machista em alguns aspectos) ou masculino. Mas, me vejo mais como alvo disso do que como usuária. Sou mãe solteira e coleciono barbaridades. Ouvi de pessoas muito próximas, coisas verdadeiramente cruéis sobre a maneira como engravidei. Achei que isso fosse doer menos com o tempo, que eu fosse me acostumar... Mas continuo sentindo como a nossa sociedade, tão mente aberta e cheia de informações, continua retrógrada em diversos aspectos. Mesmo quando isso parte de pessoas que, em tese, deveriam te entender e não te queimar em praça pública.


Blogger: Divã do Analista, MODE ON.

domingo, 5 de abril de 2009

The TrueWOMAN Show

Certa feita uma amiga disse que minha vida tinha pequenas partes de vários seriados. Sentimentalmente, era Dawson's FREAK. E eu NEM preciso comentar o motivo. Eu, externando todos meus TOC's faxinando a casa, Desperate Housewives. A relação com o melhor amigo, Will & Grace. Eu e minha filha, Gilmore Girls. Mas Friends, como sempre, está presente em diversos momentos. Friends será SEMPRE Friends, não adianta.


Sim, eu sou a Monica. Ex-gordinha, gosto de cozinhar (por prazer, claro. Mas também para que as pessoas gostem ainda mais de mim =D), mania de limpeza, extremamente competitiva... Porém, ontem, foi Chandler (o homem de minha vida) quem baixou em mim. Em um episódio - que não sei de qual temporada é - ele e Rachel surrupiam o cheesecake de uma vizinha. Depois de altas confusões, que essa galerinha muito louca apronta, a sobremesa esparrama-se no corredor entre os saudosos apartamentos de Monica e Joey. Os dois resolvem comer o doce ali mesmo, Joey chega e, claro, gargalhadas garantidas ou seu dinheiro de volta.


Eis que ontem, mesmo após me empanturrar de feijoada, resolvo fazer um TICO de brigadeiro. Ao subir as escadas, trupico e, óbvio, o prato sai voando. Divide-se em 3 partes, meleca parede e um dos degraus. Como se fosse a coisa mais comum, começo a comer o dito cujo ali mesmo. Depois volto à cozinha e coloco o restante que ficou nas partes do prato em outro e como, mesmo sentindo que algumas pelotinhas da gororoba poderiam ser caquinhos.

E isto é o que sou. Você pode gostar ou não. Você pode me amar ou me deixar, porque eu nunca irei parar, não-não.


terça-feira, 31 de março de 2009

Boa o bastante

Então, finalmente cheguei. Após uma semi-overdose de São Paulo (12 dias, pra ser exata), estou em Curitiba. Hoje não ficarei mimimi, quero Sampa pra sempre, mimimi, lá é mais legaU... Dancinha na esteira, certo?

O oposto da ida, nosso retorno foi tranquilo. No caminho, mil idéias pra blogar. Falar sobre minha relação com algumas músicas (e seus respectivos DONOS). Ou como sou "madura" (e tenho a sorte de me relacionar com algumas gentes assim) e consigo manter elos que muitos julgam impossíveis. Ou até como algumas pessoas, independente do rumo que nossas relações e vidas tomam, SEMPRE farão parte da minha vida.

Mas nada parece bom o bastante. Não pra hoje. Cheguei em casa, cansada claro. E deparei-me com ela "vazia". As meninas mudaram (pra quem não sabe, eu tinha duas roomies) enquanto eu estava em Sampa. Sim, eu sabia. Mas não achei que fosse estranhar TANTO essa ausência. Afinal, sempre estou sozinha, como bem disse alguém dia desses.

A verdade é que, mais uma vez usando Friends como referência, vi um grande pote de vidro e mais chaves sendo depositadas ali.

Ps.: Ia fazer as devidas "correções" nos textos anteriores (acentuação, cedilha e afins), mas usarei algo poético pra justificar a preguiça; deixarei assim, para lembrar de como TUDO começou.

Ps. 2: Ontem fez uma semana que estou blogando. Então devo agradecer a TODOS que me incentivaram/incentivam. Seja com sorvete de casquinha, seja pegando senhas e colocando um contador ali pra mim.


segunda-feira, 30 de março de 2009

O Che que habita cada um

Dia desses, envergonhei Professor Paulo Porto. E tambem, toda a galera da turma de Servico Social da Universidade Estadual de Londrina. O mais triste nisso tudo, eh que esse processo vem acontecendo ha tempos. Sim, eu sei que chega a ser pretensioso da minha parte esse sentimento de culpa pelo mundo ser a porcaria que eh. E nem irei entrar no papo sociologico de elites dominantes versus dominados pois a Pos em Sociologia Politica ficou para tras tambem. Assim como aquela menina utopica, que ja foi em reuniao do Partidao (e ja pediu de presente de amigo secreto um livro de bolso do Manifesto Comunista).

A verdade eh que estava na fila do Mac Donalds, por volta das 4 da manha, esperando ser atendida. Eu nao estava com fome, mas queria comer uma batata frita e um sorvetim. Claro que passei mal depois, mas isso nao vem ao caso. Sim, a coisa nao andava, e quando se esta com uma bota de bico fino, tudo piora. De repente, o rapaz que estava em minha frente, comecou a falar grosso e alto com os atendentes no balcao. "Isso eh fast-food, vamo trabalha ai, porque ta muito devagar, BLABLABLA". Comecei a respirar fundo. Varias vezes. E ele continuava a bradar com o pessoal e o moco, que parecia o gerente, tratava-o com educacao, porem firmeza. De repente, sobrou uma leve cotovelada pra mim. Senti as palavras virem e, no meu mundo imaginario, aconteceu o seguinte:

- Escuta aqui, seu playboyzinho filho da puta. Eu nao sei o que voce cheirou ou que tipo de boleta voce tomou. Tambem nao sei se alguma menina DEVERAS esperta nao quis dar pra ti. A questao eh que se sua genitalia eh inversamente proporcional ao tamanho de sua pseudo brabeza, ninguem tem porra nenhuma com isso!

Senti uma BAITA vergonha. Mas a unica coisa que saiu da minha boca foi: Mac fritas medias e um mac colosso de chocolate, por favor.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Promiscuous Girl?

Tenho serios problemas de imunidade. Ok, nem tao serios assim. Porem, eh comum o surgimento de BEREBAS em minha boca. Seguuura a Berenice ai, nao ando tao sexualmente podre assim! De qualquer maneira, apos duas semanas sem herpes, essa segunda-feira elas deram o ar da graca novamente. E de forma MAGNIFICA. No principio, uma bolinha no canto esquerdo da boca que evoluiu para pequenas erupcoes nas horas seguintes e, no outro dia, eu ja estava com 50% da boca tomada por esse maldito virus!

Numa vibe Heath Ledger, resolvi seguir o conselho de uma amiga e passei Bepantol em todo o contorno dos meus labios. WHY SO SERIOUS? era so o que pensava ao olhar no espelho. A noite, criei CORAGE e desci comprar a boa e velha Aciclovir. Sai da farmacia besuntando as beicolas, em plena Reboucas, como se nao houvesse amanha.

O tratamento deve seguir ate o fim de semana, como de costume. Enquanto isso, viverei situacoes como a de ontem. Parei em uma livraria, rumo ao Pacaembu. Enquanto aguardava que concluessem um servico, pedi para jogarem o potinho de sorvete (doce de leite do Habib's, 1 pila, fica a dica) no lixo. Nisso, a senhorinha do caixa, deveras prestativa, me alcanca um lenco de papel para "limpar o sorvete, pois minha boca estava (uau!) melada". Dou um sorrisinho amarelo e digo: "Obrigada, mas isso eh pomada mesmo". Ela desculpou-se, pensando que ficaria ofendida. E eu, ainda penso que minha situacao deve estar REALMENTE critica, para as pessoas concluirem que sofro de uma falta de coordenacao motora tao grande, que me lambuzaria daquela forma.

E, pesquisando uma imagem pra ilustrar esse post, descobri que ALHO faz bem pra herpes labial (outras dicas da Dona Maria
aqui - e sim, o Layout desse blog eh MUITO ruim). Entao babe, substituiremos a cebola por ele. Sem mais.

Ps.: A TOTAL ausencia de acentos e afins deve-se ao fato de que configuracao desse notebook me despreza. Entao, assim que puder, farei as devidas alteracoes. TOC, sacume?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ok, vocês venceram, batata frita!

Foram anos torcendo o nariz ativamente contra blogs. Não tinha paciência pra ler. Quando cogitei pela primeira vez o comentário estimulante que ouvi foi o seguinte: "Não faça. Vai virar um espaço pra você choramingar sobre as brigas com sua mãe". Na época, provavelmente seria. Mas hoje as brigas com ela deixaram de ser o grande foco da minha existência.

De qualquer maneira, era PARADOXALMENTE INEXORÁVEL que uma jornalista, que sempre gostou de escrever e tirava boas notas em Redação nas aulas da Professora Graça e Ana Maria, fugisse como o diabo da cruz da blogosfera. Em meados de 2007, pensei pela segunda vez na possibilidade de começar o tal diário virtual. Uma amiga veio com essa teoria: "Antes de começar a escrever, você precisa ler outros, acompanhar e tudo mais". Meu deus, será que não posso simplesmente escrever, sem precisar seguir regras (sejam elas ortográficas ou não)?

Porque, como a maioria dos coleguinhas de profissão, falo muito. Especialista em nada, emito opinião até sobre o novo rótulo do Pinho Sol. Ou sobre a volta de Ronaldo aos campos, no meu AMADO Coringão. Top 5? Presente, presente! Claro que sou clichê e amo cinema, música, livros... Sexo acaba por ser um assunto recorrente, especialmente quando vale a pena citá-lo. E sempre da ibope, né Bial? Talvez até minha mãe apareça por aqui, afinal, ela sempre tem uma pérola que rende bons comentários...

Ah, eu também poderia fazer uma lista (pequena) de agradecimentos já que algumas pessoas acabaram me incentivando a fazer o tal brogui, inclusive PROMETENDO MONTAR O LAYOUT e tudo mais. Mas eles sabem o quanto os prezo. Não sabem?

E sim, tentarei ir contra o maior de todos os meus defeitos e ouvir as críticas. O que não significa que serei passiva e deixarei de rebatê-las. Afinal, minha síndrome de Gabriela é FORTE e sempre dá o ar da graça nos momentos em que o sangue ferve!

Thank U, Namastê & Good Luck.